Pesquisa aponta alta de violência em escolas estaduais; Secretaria promete reforçar mediadores

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2017 08h20
Ciete Silvério/Governo do Estado de SPO estudo aponta que 85% dos professores souberam de casos de violência na escola em que lecionam; e 51% afirmam já terem sido vítimas no ambiente escolar

Agressão verbal e física, furto, bullying e discriminação. Casos como estes estão presentes no cotidiano das escolas estaduais, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgado nesta quarta-feira, em São Paulo.

O estudo aponta que 85% dos professores souberam de casos de violência na escola em que lecionam; e 51% afirmam já terem sido vítimas no ambiente escolar.

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, a pesquisa mostra que há risco na qualidade do ensino nas condições tidas hoje: “quando mais de 80% afirmam ter conhecimento de violência dentro da escola, os alunos têm medo de estudar e professores têm medo de lecionar fica difícil de imaginar uma melhora na qualidade de ensino”.

Para o pesquisador, o que chama a atenção no estudo, é o fato de como a violência está inserida com naturalidade no ambiente escolar.

Segundo os pesquisadores, aumentar o efetivo policial pode ajudar fora das escolas e no caminho até a casa, mas dentro das unidades são necessárias políticas públicas específicas, como o investimento em cultura e lazer para os alunos.

Para minimizar situações de violência nas escolas estaduais, a Secretaria da Educação ampliará o programa de mediação de conflitos.

Esta iniciativa tem a função de definir e capacitar educadores para prevenir desentendimentos aproximando alunos, educadores, equipe gestora e família.

Todas as 5 mil escolas da rede terão agora, ao menos, um educador nesse papel, enquanto em 1.795 destas unidades haverá um segundo com o mesmo objetivo e para que trabalhem em conjunto.

A partir de outubro, a Secretaria irá formar os mediadores na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores (EFAP), da Secretaria.

O objetivo é conhecer a fundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, além de aprender técnicas de justiça restaurativa.

*Informações do repórter Fernando Martins