Petistas minimizam vantagem de Bolsonaro e buscam apoios para além da esquerda

  • 16/10/2018 07h10 - Atualizado em 16/10/2018 07h10
Ricardo Stuckert “Não estamos tratando da candidatura de um partido, mas de uma candidatura que faz frente a um movimento neofascista no Brasil", disse Gleisi Hoffmann

Lideranças de partidos de esquerda seguem tentando ampliar o arco de alianças da candidatura de Fernando Haddad, do PT, à Presidência da República.

Nesta segunda-feira (15), dirigentes do PT, PCdoB, PROS, PSB, PSOL e PCB se reuniram em Brasília para discutir estratégias de campanha.

Membros da campanha petista veem como insuficiente o apoio da esquerda. A avaliação é que a figura de Haddad precisa se tornar “suprapartidária”, representando uma “frente democrática” contra o atraso e o fascismo, como indicou a presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann.

“Não estamos tratando da candidatura de um partido, mas de uma candidatura que faz frente a um movimento neofascista no Brasil. Ou a gente tem essa consciência ou o Brasoil vai ser entregue às forças mais retrógradas”, disse a petista.

A pesquisa divulgada pelo Ibope durante a reunião foi ruim para Fernando Haddad. Em relação aos números do Datafolha, na semana passada, ele caiu de 42% para 41%, enquanto Jair Bolsonaro subiu de 58% para 59%.

O deputado petista José Guimarães minimizou o crescimento do adversário: “o que significa? A onda conservadora estancou. A pesquisa é positiva, porque a expectativa é que eles iam chegar rapidamente a 65% ou 70%”.

Ao longo desta semana, membros da campanha de Haddad vão tentar uma aproximação definitiva com setores de fora da esquerda, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e algumas alas do PSDB e do MDB. Também querem incorporar o presidenciável Ciro Gomes do PDT.

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*Informações do repórter Levy Guimarães