Petrobras e Banco do Brasil recebem selo de governança corporativa da Bolsa

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2017 07h15 - Atualizado em 10/08/2017 11h21
Nesta quarta-feira (09), a Petrobras e também o banco aderiram ao programa de governança de estatais da Bolsa (foto ilustrativa)

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que a estatal está completamente diferente da época que era administrada por Aldemir Bendine. O ex-executivo foi preso em julho na Operação Lava Jato, acusado de ter recebido propina da Odebrecht.

Bendine presidiu a empresa entre fevereiro de 2015 e maio de 2016 e anteriormente esteve à frente do Banco do Brasil.

Nesta quarta-feira (09), a Petrobras e também o banco aderiram ao programa de governança de estatais da Bolsa.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que foram adotadas diversas ações na estatal para evitar novos problemas de corrupção: “é uma companhia completamente diferente no que diz respeito ao processo decisório”.

Pedro Parente afirmou ainda que a Petrobras está recuperando a confiança dos investidores e que a compra de ações da empresa já é recomendada por 80% dos analistas. Quando ele assumiu o cargo, este patamar era inferior a 15%.

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, entendeu que a transparência na instituição hoje é muito maior em relação à governança: “no passado, o conselheiro dependente do banco era representante do fundo de pensão. Hoje tem transparência muito maior na medida em que esses agora são independentes da empresa”.

A Petrobras e o Banco do Brasil são as duas primeiras estatais a aderirem ao programa de governança da B3, que é a antiga BM&F Bovespa.

*Informações do repórter Anderson Costa