PF deflagra 48ª fase da Lava Jato e tem como alvo esquema em concessão de rodovia

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2018 07h02
Marcelo Camargo/Agência BrasilDenominada “Operação Integração”, a 48ª fase tem como alvo um esquema em área de concessão de rodovia

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (22), uma nova fase da Operação Lava Jato. Esta é a primeira a ser realizada neste ano.

Denominada “Operação Integração”, a 48ª fase tem como alvo o esquema de corrupção de concessionárias de rodovias federais a agentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná e da Casa Civil do governo do Estado do Paraná.

São cumpridos sete mandatos de prisão e 50 mandados de busca e apreensão decretados pelo juiz federal Sérgio Moro nessa nova etapa, batizada de Operação Integração. O nome decorre do alvo, a suspeita de corrupção na concessão de rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração. A PF cumpre as ordens judiciais em quatro Estados: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Desde as 6h, policiais estão no Palácio Iguaçu, sede do governo Beto Richa (PSDB), para cumprir ordem de buscas em gabinete da Casa Civil. Há também buscas no prédio do DER do Paraná, além do DNIT.

Operadores

A Lava Jato suspeita que as concessionárias de rodovias do Anel da Integração usavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro usado para pagar propinas na Petrobras para corromper agentes públicos do setor de rodovias.

O ponto comum alvo da Operação Integração é o uso de dois operadores de propinas: Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. “Uma das concessionárias se utilizou dos serviços de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção. Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”, informou a Polícia Federal.

O governo do Estado foi procurado, mas nenhum representante foi localizado até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação.

Setor atingido

Esta não é a primeira vez que a investigação atinge o setor. Em maio de 2016, durante a 30ª fase, foram alvos os donos da Credencial Construtora Empreendimentos e Representações. Neste caso foram identificados pagamentos suspeitos da ViaBahia Concessionária de Rodovias S.A.

Segundo as investigações, a empresa alvo durante a Operação Vício recebu R$ 6,2 milhões da ViaBahia, que era formada pela Engevix, Encalso e Isolux Corsán Concesiones.

A concessão havia sido feita durante o Governo Lula, em 2009, para a administração de 680 quilômetros de rodovias por 25 anos. Entre elas estava um trecho da BR-116 entre Feira de Santana até a divisa com Minas Gerais, e a BR-324 entre Salvador e Feira de Santana. A Isolux deixou a sociedade no ano retrasado.

47ª fase

A Polícia Federal deflagrou no dia 21 de novembro a 47ª fase da Operação Lava Jato em cidades da Bahia, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo.

A fase foi batizada de Sothis e possuiu como principal alvo a investigação de empresas e sócios suspeitos de atuar em um esquema de repasses ilegais por parte de uma empreiteira a um funcionário da Transpetro (subsidiária da Petrobras), em troca de contratos.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, um de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. A prisão expedida foi cumprida na Bahia.

Os crimes investigados foram corrupção, lavagem de dinheiro entre outros. O alvo da prisão temporária na Bahia, o ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus, foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

*Com informações de Estadão Conteúdo