PF faz operação contra contrabando de marfim em São Paulo

O crime constitui uma das principais causas da diminuição da população dos elefantes, principalmente no continente africano

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2020 07h30 - Atualizado em 16/09/2020 08h19
JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPolícia Federal

A Polícia Federal (PF) juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam nesta terça-feira, 15, mais de 120 obras de arte feitas com marfim de elefantes, obtido através do tráfico internacional do material. Os órgãos receberam a denuncia de um grupo de estudantes americanos de uma agência americana de preservação da fauna e flora dos Estados Unidos. As peças variam de acordo com o tamanho, mas em média eram vendidas entre R$ 800 e R$ 1 mil. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, a apreensão dos objetos de marfim foi feita na Feira de Antiguidades realizada aos domingos na Avenida Paulista. “Existe a necessidade, para comercialização, de um certificado específico que é esse pedido por autoridade de controle. No caso, o Ibama tem papel na expedição dessa documentação para controle da comercialização desses materiais”, explica.

O crime constitui uma das principais causas da diminuição da população dos elefantes, principalmente no continente africano. A exploração ilegal e o contrabando do marfim causam a morte de mais de 50 mil animais por ano. Ao todo, a Polícia Federal (PF) cumpriu 11 mandados de busca e apreensão na capital paulista contra suspeitos de relação com o contrabando de marfim. Segundo a PF, os investigados serão ouvidos e podem responder pelo crime de contrabando, podendo pegar de 2 a 5 anos de prisão ou receptação, podendo pega de 3 a 8 anos.

*Com informações do repórter Victor Moraes