Piñera assina decreto que convoca plebiscito constitucional no Chile

A votação decidirá se a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet será modificada

  • Por Jovem Pan
  • 28/12/2019 08h17 - Atualizado em 28/12/2019 08h18
EFEApós a crise social que eclodiu em outubro, deixando 26 mortos, foi promulgada no dia 23 de dezembro, a lei que permite convocar o plebiscito

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, assinou nesta sexta-feira (27) o decreto supremo que convoca um plebiscito constitucional histórico. Agendada para o dia 26 de abril de 2020, a votação decidirá se a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet será modificada.

O anúncio foi feito ao lado dos ministros do Interior, Gonzalo Blumel, da Secretaria da Presidência, Felipe Ward e pela porta-voz Karla Rubilar. Na consulta, o povo deve responder a duas perguntas: se querem ou não uma nova Constituição e que tipo de órgão irá escrever a nova Carta Magna.

Segundo Piñera, os chilenos terão que escolher entre duas opções igualmente legítimas e democráticas. A primeira é uma convenção constitucional composta por pessoas eleitas pelo povo. E a segunda, uma convenção constitucional mista, na qual haverá metade eleita diretamente e a outra metade eleita pelo Congresso.

Após a crise social que eclodiu em outubro, deixando 26 mortos, foi promulgada no dia 23 de dezembro, a lei que permite convocar o plebiscito. Ao insistir na importância de votar, o presidente disse que sociedades civilizadas resolvem tudo dentro da Constituição.

As primeiras votações voluntárias do país, que levaram Michelle Bachelet ao poder, ocorreram em 2013. Na época, houve baixa participação dos jovens, que hoje são os protagonistas do movimento social que abalou o Chile nos últimos meses.

Na eleição de 2017, quando Piñera voltou ao poder, houve abstenção de 60%.  Por esta razão, há uma campanha favorável a reinstaurar o voto obrigatório no Chile, que tem quase 18 milhões de habitantes.

* Com informações da repórter Lívia Fernanda