Poder público consulta como impedir problemas com drones em espaços aéreos restritos

  • Por Jovem Pan
  • 20/11/2017 10h12
Reprodução/YoutubePara pilotar um drone legalmente é preciso ter licença da Agência Nacional da Aviação Civil

A tecnologia que detecta a presença de drones no espaço aéreo já existe e o governo brasileiro está cada vez mais interessado nela.

A Jovem Pan apurou que órgãos de defesa aumentaram as consultas por esse tipo de dispositivo depois do fechamento de Congonhas, no dia 12.

A Polícia Federal ainda procura o responsável por pilotar o quadricóptero que impediu o funcionamento do aeroporto mais movimentado do País por mais de duas horas.

Paulo Santos, gerente de uma das empresas que desenvolvem os sistemas de detecção, disse que a solução adequada poderia ter levado ao piloto do drone: “ela consegue identificar tanto o drone quanto o piloto. As autoridades conseguiriam se dirigir até o piloto e verificar se estava mal intencionado ou descuidado”.

Os sistemas de detecção de drones se baseiam na captação do sinal que é transmitido do veículo para o controle-remoto do piloto.

Em geral, essa comunicação se dá por radiofrequência ou por sinal de internet sem fio. Ainda assim, se o aparelho for manipulado de outra maneira, câmeras monitoram a trajetória do veículo aéreo não-tripulado.

Gustavo Vicentini, diretor-executivo de uma empresa especializada em detecção de drones, explicou porque os radares de aeroportos não funcionam nesses casos: “os radares para aeronaves são baseados em detecção de componentes metálicos e de um determinado tamanho. Os drones estão fora desse parâmetro”.

E se a situação é ruim para quem está no chão, para o piloto a coisa não é muito melhor.

O diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Adriano Castanho, disse que conseguir ver um drone já é um ato de sorte: “ao contrário do que se pensa, o piloto não fica olhando para fora da aeronave em uma aproximação. Porque a tecnologia foi embarcada a bordo para informações dentro da aeronave. O fato de verificar objeto fora da aeronave já é sorte, isso conta tanto balão quanto drone”.

As empresas aéreas estimam que os prejuízos com a paralisação em Congonhas por causa de drone no domingo pode ultrapassar um R$ 1 milhão. Para pilotar um drone legalmente é preciso ter licença da Agência Nacional da Aviação Civil.

Confira a reportagem completa de Tiago Muniz: