Polícia confirma que Vitória Gabrielly foi morta por engano por dívida de R$ 7 mil

  • Por Jovem Pan
  • 04/07/2018 06h04
ReproduçãoDe acordo com a Polícia, o depoimento de um homem ouvido no DHPP foi decisivo

A Polícia Civil afirmou nesta terça-feira (3) que a adolescente Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, foi morta por engano.

 De acordo com a Polícia, o depoimento de um homem ouvido no DHPP foi decisivo para que fosse descoberta a motivação do crime.

O homem disse aos policiais que devia cerca de R$ 7 mil a um traficante e que, por isso, estava recebendo ameaças de morte. A testemunha declarou também que tem uma irmã com as mesmas características da adolescente morta e que sabia que o traficante costumava punir integrantes da família dos devedores.

Dois delegados do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram em Mairinque nesta terça para entregar o depoimento da testemunha aos policiais que investigam o caso, que está sob sigilo de Justiça.

Até então, três pessoas foram indiciadas por homicídio doloso por suspeita de participação no caso, que corre sob segredo de Justiça: o servente de pedreiro Júlio César Lima Ergesse e o casal Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges de Abrantes, todos de Mairinque.

O homem que prestou depoimento afirmou que conhece o casal e também o servente, que apontou como usuário de drogas.

Durante o interrogatório, no dia 8 de junho, data em que a menina desapareceu, o servente disse à polícia que foi até Araçariguama acompanhado de Bruno, Mayara e Vitória, para cobrar uma dívida de drogas.

O crime chegou a ser investigado como vingança, mas a principal hipótese era de que a vítima teria sido pega por engano pelos criminosos, o que acabou sendo confirmado com o depoimento da testemunha nesta terça-feira.

Vitória Gabrielly foi encontrada morta non dia 08 de junho à beira de uma estrada rural de Araçariguama após oito dias desaparecida.

 Ela havia saído de casa para andar de patins e não foi mais vista.

 A garota foi assassinada por estrangulamento e, segundo a perícia, não havia sinais de violência sexual.

*Informações do repórter Paulo Édson Fiore