Polícia do Rio de Janeiro faz reconstituição da morte do menino Henry Borel
A reconstituição da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, foi realizada nesta quinta-feira, 1º, no condomínio de classe média na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde a família morava. A mãe da criança, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, vereador da cidade, que estavam com a guarda da criança no dia em que ela morreu, não compareceram. Advogados disseram que ambos ainda estão muito abalados, sob tratamento e fazendo uso de remédios.
Peritos e advogado de defesa estiveram presentes nesta reconstituição. Henry Borel morreu quando estava em casa com a mãe e o padrasto no último dia 10 de março. As circunstancias dessa morte ainda não foram totalmente esclarecidas. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança teria sofrido lesões internas, o que indicaria que ele poderia ter sido agredido ou espancado quando estava sob guarda da mãe e do padrasto.
O advogado de defesa do casal chegou a solicitar a transferência dessa reconstituição para a próxima semana, mas o pedido não foi acolhido pela 16ª Delegacia de Policia do Rio de Janeiro, que vem conduzindo essas investigações. Inclusive, o advogado de defesa André França já pediu as autoridades fluminenses para que a investigação saia da 16ª DP e passe a ser conduzida pela Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro. André França garante que o casal não tem qualquer envolvimento na morte da criança. “Queremos e fizemos inúmeras solicitações de inúmeras outras pericias para serem realizadas aqui porque temos a intenção de demonstrar o que é certo para o casal, a inocência. E que sempre trataram o Henry com carinho absoluto.”
A reconstituição terminou na noite desta quinta-feira depois de mais de quarto horas de duração. Um homem e uma mulher se passaram pela mãe e o padrasto do menino. Várias hipóteses foram simuladas durante a reconstituição: queda da cama, queda de poltrona sobre o menino e até agressão. Nos últimos dias, o vereador, padrasto do menino, procurou políticos do Rio de Janeiro e até o governador do Estado, Claudio Castro, para pedir auxilio e solicitar que a investigação sobre a morte não seja desvirtuada.
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
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