Polícia indicia filha e namorada por morte de família no ABC

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2020 08h21
Reprodução/TV GloboO caso está sob segredo de Justiça, mas já se sabe que o relacionamento dos pais com Ana Flávia era conturbado

A Polícia Civil indiciou nesta sexta-feira (31) Ana Flávia Gonçalves e Carina Ramos por homicídio triplamente qualificado. Ana Flávia é suspeita de matar a mãe, Flaviana, o pai, Romuyuki, e o irmão mais novo, Juan Victor, com a ajuda da namorada.

Os corpos foram encontrados carbonizados na madrugada da última terça-feira (28) em uma estrada vicinal, em São Bernardo do Campo. O laudo necroscópico preliminar indicou que as vítimas foram mortas com golpes na cabeça.

Ana Flávia e Carina estão presas preventivamente e a polícia apura a participação de outras pessoas no crime. Os investigadores ainda procuram a arma usada na ação.

O caso está sob segredo de Justiça, mas já se sabe que o relacionamento dos pais com Ana Flávia era conturbado. Segundo familiares, Romuyuki não aceitava que a filha se relacionasse com Carina.

Imagens das câmeras de segurança do condomínio onde a família vivia, em Santo André, mostram a movimentação dos carros de Ana Flávia e dos pais no dia do assassinato. Segundo o delegado Paul Henry Bozon, Flaviana, já rendida, foi obrigada a dirigir o jipe da família.

Nas gravações do circuito interno, é possível ver o carro de Ana Flávia entrando e saindo do condomínio no início da noite de segunda-feira (27). Em seguida, por volta das 8 horas, uma pessoa encapuzada entra a pé no residencial. Segundo a polícia, seria Carina, a namorada de Ana, com o rosto coberto por um capuz.

Mais tarde, às 10 horas, o carro da família chega ao condomínio dirigido por Flaviana. A câmera de segurança registrou o carro de Ana Flávia deixando o local à 1h14 da madrugada de terça-feira seguido pelo jipe dirigido por Flaviana, já com os corpos do marido e do filho.

A polícia ainda aguarda a quebra do sigilo telefônico de Ana e Carina para saber por onde elas andaram e se conversaram na noite do crime. A defesa das duas nega participação nos assassinatos.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni