Polícia não descarta hipóteses em investigação de morte de modelo durante briga com delegado em SP

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2020 06h15 - Atualizado em 01/06/2020 15h23
Reprodução G1Paulo Bilinski afirmou, em um vídeo gravado no hospital, que a modelo atirou seis vezes contra ele, após ver uma mensagem no celular dele

A Polícia Civil pouco avançou na investigação do caso de modelo morta e delegado ferido em apartamento onde os dois viviam juntos. O crime aconteceu no último dia 20 em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

A modelo Priscila Delgado de Bairros, de 27 anos, morreu com um tiro no peito, e Paulo Bilynskyj, de 33 anos, está internado.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, os delegados responsáveis pelo caso afirmaram que nenhum laudo técnico do crime está pronto. Mesmo assim, a Polícia considera a versão do delegado, que acusou a modelo de tentativa de homicídio, como a mais provável.

Questionados se seria uma análise prematura, o delegado Alberto José Mesquita Alves negou “corporativismo” e disse que a investigação ainda está em aberto. A Polícia não descarta outros crimes porque ainda tenta entender as possíveis dinâmicas do caso.

Paulo Bilinski afirmou, em um vídeo gravado no hospital, que a modelo atirou seis vezes contra ele, após ver uma mensagem no celular dele. Depois de atirar contra o namorado, Priscila Bairros teria se matado, segundo o policial.

A modelo foi encontrada ainda com vida no corredor do apartamento, com uma marca de tiro na altura do peito. Ela foi levada a um hospital próximo, mas não resistiu ao ferimento.

Segundo a polícia, Priscila foi atingida no tórax, o que levanta a suspeita de um possível feminicídio. Mas, segundo os delegados do caso, é comum suicídio entre mulheres com tiro no peito ou por envenenamento para preservar o rosto.

O delegado Alberto José Mesquita Alves diz que a investigação deve avançar nesta semana.

No mesmo dia do crime, a modelo Priscila Bairros foi submetida a exame residuográfico para indicar se ela atirou ou não. O resultado, que saiu no mesmo dia, deu positivo. O delegado Paulo Bilinski também foi submetido ao mesmo exame, mas o resultado não saiu até hoje.

*Com informações do repórter Leonardo Martins