Polícia prende quadrilha especializada em ataques a carros-fortes e explosões de agências

  • Por Jovem Pan
  • 03/05/2018 09h49
Reprodução/TV GloboCaminhão incendiado por quadrilha em janeiro para interromper Rodovia Mogi-Dutra durante tentativa de assalto a carro-forte

O DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prendeu uma quadrilha especializada em ataques a carros-fortes e explosões de agências bancárias que deixou rastro de destruição em cidades do Interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Os criminosos tinham como base operacional a cidade de Sumaré, na Região de Campinas, e são apontados como responsáveis por ataques a bancos ocorridos em abril de 2017 em Itatiba e Morungaba, e em fevereiro deste ano em Dois Córregos, municípios do Interior paulista.

Também seriam os autores do roubo de explosivos praticado em novembro do ano passado em uma pedreira em Salto de Pirapora, também no Interior, além de uma ação que acabou frustrada contra carros-fortes em uma rodovia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, em janeiro passado.

Em Minas Gerais, eles seriam os autores da destruição de agências bancárias na cidade de Passos, ocorrida no dia 11 de abril passado.

As prisões foram realizadas pela equipe de investigadores da Primeira do Patrimônio, após levantamentos, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, Regional de Passos e Delegacia de Roubo a Banco.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão começaram a ser cumpridos em 14 de abril, quando teve início a operação, em cidades da Região de Campinas e em Passos, mas a divulgação foi adiada pela Polícia para evitar a destruição de provas, o que permitiu a identificação de outros dois suspeitos.

Os policiais apreenderam boa parte do material utilizado nas ações, como um arsenal composto de três pistolas e quatro fuzis, incluindo um de calibre .50, com capacidade para romper blindagem de carros de combate e aeronaves.

Também foi apreendida grande quantidade de munições, de diversos calibres, carregadores, rádios comunicadores, máscaras contra gases, capacetes e coletes balísticos, além de 310 mil reais em espécie e, principalmente, 300 quilos de emulsão explosiva, cordéis detonantes e espoletas.

Alguns artefatos estavam prontos para o uso e precisaram ser destruídos.

Foram presos Fabio Henrique Camilo, Sílvio César Ferraz, Marcos Ferreira, Gustavo Menezes da Silva, Ânderson Gomes da Silva e Walter Martins da Silva, todos maiores de idade e os dois últimos procurados pela Justiça.

Os seis foram transferidos agora para a sede do Deic, em São Paulo, onde serão indiciados em duas das ocorrências das quais participaram. O delegado Rogério Barbosa, titular da Primeira Patrimônio, avalia que os líderes dessa principal célula se encontram presos.

As informações são do repórter Jovem Pan Paulo Edson Fiore