Por Mais Médicos, Cremesp estende ao interior força-tarefa para emitir registros a recém-formados

  • Por Jovem Pan
  • 24/11/2018 12h43
Karina Zambrana/Fotos PúblicasEm três dias de inscrições, 92% das vagas do Mais Médicos foram preenchidas

Com a abertura de inscrições para o programa Mais Médicos, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) criou uma força-tarefa para conceder registros a profissionais recém-formados, já que o período coincide com a colação de grau de universidades.

“Com a ampliação do prazo de inscrições, agora os interessados poderão solicitar seus registros em sedes do interior”, afirmou o conselheiro do Cremesp Eduardo Vatti, em entrevista ao Jornal da Manhã, neste sábado (24). Em três dias, 92% das vagas já foram preenchidas.

O Ministério da Saúde abriu processo seletivo na quarta-feira (21) para contratar 8,5 mil médicos formados do Brasil, que substituirão profissionais de Cuba, que abandonou o Mais Médicos após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro. As inscrições vão até 7 de dezembro.

Vatti disse esperar que o processo não tenha a “desorganização do site” de registros, que apresenta instabilidade desde o início da seleção e já foi até alvo de um ataque de hackers não concretizado. Esse problema é alvo de reclamações encaminhadas à entidade.

Substituição de médicos

Segundo Vatti, o início do programa no governo de Dilma Rousseff “foi planejado para substituir os médicos” brasileiros. Para ele, “não era verdade” o discurso de que “os médicos não querem ir [para o interior do País], então recrutamos [os cubanos]”.

“Isso era uma narrativa falsa criada pelo governo. O programa foi concebido conjuntamente com Cuba”, acusou. “Muitas prefeituras acabaram demitindo médicos, que foram substituídos por cubanos. Os prefeitos desoneraram a folha de pagamento.”

Como consequência, Eduardo Vatti aponta que “a estratégia de saúde da família acabou sendo desmontada”. Esse programa era desenvolvido pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Os médicos foram demonizados, enquanto a culpa foi dos gestores.”