Possível venda de concessão causa incerteza sobre futuro da Linha 6-Laranja do Metrô

  • Por Jovem Pan
  • 07/09/2017 09h36 - Atualizado em 07/09/2017 11h37

Concessionária suspendeu as obras alegando "dificuldades na contratação de financiamento"

O prazo atual de entrega da linha 6-Laranja do Metrô atualmente é novembro de 2021

Mais de um mês depois de proposta de venda da concessão, o futuro da linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo ainda é incerto. No fim de julho, o consórcio responsável pelas obras Move São Paulo recebeu uma oferta para se desfazer da Parceria Público-Privada.

O prazo para que essa oferta se concretize vence no fim de setembro e a venda da concessão é uma alternativa que agrada o governo do Estado.

Dessa maneira, seria possível que a empresa que assumisse a PPP tocasse as obras no ponto em que elas estão. Se o arranjo não der certo, o governo terá que declarar a caducidade do contrato. Com isso, o processo teria que ser licitado do começo aumentando ainda mais o atraso na entrega da linha 6-Laranja.

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse estar animado com o grupo interessado na compra da participação na PPP: “é um grande grupo estrangeiro, uma das maiores construtoras do mundo”.

Alegando ser um processo sigiloso, tanto o governo quanto as empresas envolvidas não dão detalhes sobre qual é a empresa interessada.

O consórcio Move São Paulo é formado atualmente pelas empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, todas implicadas na Operação Lava Jato e querem deixar o negócio.

O prazo atual de entrega da linha 6-Laranja do Metrô atualmente é novembro de 2021. O governo afirma que, se a participação da Move São Paulo for vendida, esse panorama poderá ser mantido.

O ramal deverá ligar a região de Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista, até a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, em quinze estações.

O trecho é conhecido como “linha das universidades”, uma vez que passará por seis instituições de ensino superior pelo caminho.

*Informações do repórter Tiago Muniz