Postura britânica em torno do Brexit muda por conta da fragilidade política interna

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 21/07/2017 09h45
BRE19 LONDRES (REINO UNIDO) 20/02/2017.- Varias personas manifiestan con pancartas y ondean la bandera de la Unión Europea a las afueras del Parlamento en Londres, Reino Unido, hoy, 20 de febrero de 2017. Emigrantes a favor de la Unión Europea residentes en Reino Unido pusieron en marcha varias manifestaciones en contra de la activación del "brexit" para la salida del Reino Unido de la Unión Europea (UE). La Cámara de los Lores (alta) empieza a debatir hoy el proyecto de ley que debe autorizar la activación del "brexit", la salida del Reino Unido de la Unión Europea. La primera ministra británica, Theresa May, ha indicado que es su intención invocar el artículo 50 del Tratado de Lisboa, que inicia el proceso formal de negociaciones sobre la retirada de un país comunitario, antes de que termine el próximo mes de marzo. EFE/Andy RainManifestação contra o Brexit em junho deste ano

Essa semana terminou com mais uma rodada de negociações formais em Bruxelas entre Grã-Bretanha e União Europeia a discussão sobre o Brexit, e está claro que o jogo virou mesmo. Quem achava que os britânicos estavam fortes na posição de rechaçar o bloco e que outros países poderiam seguir o mesmo rumo estava um tanto quanto enganado.

É nítida a mudança de postura britânica por causa da fragilidade política interna e principalmente a pressão da opinião pública, pelo menos daquela que foi derrotada no referendo que determinou a desfiliação.

Nesta sexta-feira (21), os jornais de Londres informam que o gabinete da primeira-ministra Theresa May já concordou em liberar a livre circulação de europeus no país por até quatro anos a partir da data de efetivação do Brexit, que é 29 de março de 2019.

Então na prática isso significa que a grande questão levantada no Brexit, que é a imigração, não será resolvida tão cedo. Mas a verdade é que Theresa May não tem muito o que fazer. É ela contra outros 27 chefes de governo que insistem na manutenção da livre circulação de pessoas.

E essa questão está diretamente relacionada a um acordo comercial entre britânicos e europeus. O bloco reafirma que se o Reino Unido pesar a mão e tratar seus cidadãos como cidadanias de “segunda classe”, exigindo vistos de permanência e de trabalho – o rompimento comercial também será total, o que pode causar prejuízos incalculáveis para os britânicos.

Enquanto os burocratas se reúnem, as grandes empresas já se movimentam. Companhias aéreas, bancos, seguradoras, grandes multinacionais em geral, começaram a anunciar a transferência de suas sedes para outras capitais europeias para continuarem se beneficiando o mercado comum. Até porque para as grandes empresas um prazo de dois, que é a efetivação total do Brexit, é algo muito curto.

Agora não dá para voltar atrás, mas os britânicos sabem que vão sangrar muito nos próximos meses por causa desse divórcio.

Confira as informações de Ulisses Neto: