Presidenciáveis condenam greve, mas cobram ação mais efetiva do governo

  • Por Jovem Pan
  • 29/05/2018 08h34
Elias Gomes/Jovem PanPré-candidato do MDB à presidência, Henrique Meirelles, ressalta que há componentes políticos que impedem o fim da greve dos caminhoneiros

O movimento nas estradas persiste mesmo após seguidas reuniões, concessão de benefícios e atendimento das reivindicações. Para os principais candidatos à presidência da república, é preciso uma ação mais efetiva do governo federal.

O tucano Geraldo Alckmin defende uma periodicidade maior nos reajustes e condena a possibilidade de aumento de impostos. De acordo com o ex-governador paulista, a União demorou para agir. “O que é inaceitável é aumentar imposto. Não pode ter reajuste diário. O caminhoneiro sai do Sul do Brasil e no meio da viagem já está tendo prejuízo. Então, é necessário 30 dias para fazer essas correções. A outra é regra permanente com um ‘colchão’ tributário para casos como esse que ocorreu, em que há uma grande desvalorização da moeda e aumento do preço do barril de petróleo”, explicou Alckmin.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, sinalizou que o governo terá que aumentar impostos para compensar as perdas tributárias com a baixa do diesel.

Já o ex-ministro Henrique Meirelles, pré candidato do MDB, ressalta que há componentes políticos que impedem o fim do movimento. “O aproveitamento de grupos organizados, seja da esquerda seja da extrema direita, que se organizam para tumultuar a vida do País e obter benefícios políticos. Isso tem que ser enfrentado com rigor”, afirmou o ex-ministro.

Meirelles participou nesta segunda-feira do Fórum Mitos e Fatos da Jovem Pan e ressaltou os gargalos e as oportunidades da infraestrutura no Brasil.

Para o senador Álvaro Dias, pré candidato do Podemos, a importação de combustíveis pela Petrobras é outro problema sério. “Enquanto isso, o governo brasileiro vai importando. Cresceu 82%, em 2017 até agora, a importação de gasolina e cresceu 67% a importação do óleo diesel”, destacou Dias.

O senador considera que a paralisação dos caminhoneiros é uma continuidade das manifestações de 2013 pela insatisfação com os governos. Apesar das tentativas de negociação, a greve chega ao 9º dia e a população segue preocupada com o desabastecimento.

*Com informações de Marcelo Mattos e Daniel Lian