Presidenciáveis dão tom da campanha durante evento com prefeitos

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2018 11h54
FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO"Diálogo com Presidenciáveis" durante a 73ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Niterói (RJ)

Presidenciáveis de diversas vertentes discursaram nesta terça-feira na septuagésima terceira Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, realizada no Rio de Janeiro.

O pontapé inicial das falas foi dado pelo presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato pelo DEM, Rodrigo Maia, que criticou o tamanho do Governo Federal.

“A gente precisa ter a coragem de dizer que só vamos reorganizar a distribuição de nossos tributos se tivermos a coragem de falar que não dá mais para o governo federal ter salários de servidores 67% acima do setor privado”, disse.

Rodrigo Maia afirmou que a concentração de recursos e poder em Brasília não tem gerado bons resultados para o Brasil.

Quem também falou foi o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O tucano defendeu reformas e criticou o volume de partidos existentes no país:

“A agenda de reformas, reforma da Previdência, reforma do Estado, reforma política. Nós não temos 35 ideologias. Nós temos pequenas e médias empresas”, disse.

Geraldo Alckmin destacou que esses partidos são mantidos com dinheiro público.

Já a pré-candidata do PCdoB, Manuela d’Ávila, defendeu a descentralização dos recursos.

“Me comprometo de pensar os investimentos a partir da lógica do comitê de assuntos federativos e da ideia de que é possível governar emparceirado com governadores e prefeitos, não na política apenas, mas nos recursos”, prometeu.

Manuela d’Ávila também defendeu a facilitação dos investimentos privados no Brasil.

A pré-candidata da Rede, Marina Silva, defendeu que a retomada do crescimento do país não pode depender de uma única pessoa:

“Vamos ter que fazer o País voltar a crescer, fechar o prêmio da corrupção, buscar eficiência, ter uma gestão pública eficiente, sabendo que algo desta natureza não é obra de uma pessoa, não é obra de um partido, é obra de um povo”, disse.

Marina Silva voltou a dizer que pretende governar com “os melhores”, e que pessoas boas e ruins existem em todos os partidos.

O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, propôs um novo pacto federativo e ressaltou que um dos principais problemas do Brasil ainda é a desigualdade.

“Neste momento, cinco brasileiros somam a fortuna dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. E eu não falo isso para satanizar os que conseguiram êxito. Há muitos anos eu não tenho viés ideológico, preconceito moralista contra o êxito econômico, que eu considero um prêmio do bom trabalho, da boa virtude. Minha preocupação são os 100 milhões de nacionais que têm para repartir o que cinco pessoas têm no Brasil”, discursou.

Ciro Gomes ainda lamentou a polarização da sociedade e destacou que os brasileiros não podem ser classificados entre “coxinhas” e “mortadelas”.

Quem encerrou o evento foi o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que deve compor chapa do MDB ao Planalto. Ele destacou as conquistas econômicos nos períodos em que estava no Governo.

“Dirigente de uma grande instituição global, presidente do Banco Central do governo Lula e agora ministro da Fazenda no governo Temer. E em todos os momentos onde (sic) participamos do governo, o Brasil cresceu, gerou emprego e controlou a inflação. Saímos do governo, inflação subiu, emprego caiu e a economia caiu. E agora voltamos ao governo e tudo isso voltou a subir”, elogiou-se.

Guilherme Afif, do PSD, Álvaro Dias, do PODE, Guilherme Boulos, do PSOL, Aldo Rebelo, do Solidariedade, e Paulo Rabello, do PSC, também discursaram.

Os pré-candidatos Flávio Rocha, do PRB, e Jair Bolsonaro, do PSL, não compareceram à reunião.

Uma carta assinada pelo ex-presidente Lula foi enviada ao evento, mas não foi lida pelos organizadores.

No documento, o petista defendeu a recuperação da vigilância das fronteiras, a fim de evitar que drogas e armas cheguem ao Brasil.

Confira a reportagem de Matheus Meirelles ao Jornal da Manhã e os comentários de Marco Antonio Villa: