Presidenciáveis saem em defesa do enxugamento do Estado e redução de gastos públicos

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2018 06h26 - Atualizado em 07/08/2018 07h35
Dida Sampaio/Estadão ConteúdoEx-governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin defendeu a necessidade de se garantir mais crédito para o setor produtivo

Os presidenciáveis se reuniram com representantes da indústria da construção em Brasília nesta segunda-feira (06). Praticamente todos ressaltaram a necessidade de enxugamento do Estado e principalmente a redução dos gastos públicos. Cada um a sua maneira também ressaltou que é importante garantir a retomada do crescimento econômico.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) criticou o que ela chamou de polarização irracional que hoje marca a discussão eleitoral. Segundo Marina Silva, os erros dos governos anteriores levaram o país a uma situação de corrupção, desemprego e violência.

Marina Silva defendeu ainda a retomada de obras, e ressaltou que é preciso discutir e aperfeiçoar a questão do licenciamento ambiental, tão importante para possibilitar a realização de grandes obras no país.

Ex-governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin defendeu a necessidade de se garantir mais crédito para o setor produtivo. Negou que já tenha definido privatizar a caixa Econômica Federal, como foi ventilado, e ressaltou que pelo contrário, hoje a necessidade é de mais instituições financeiras.

Ele foi aplaudido quando criticou irregularidades descobertas no FGTS, e prometeu garantir recursos para investimentos em saneamento básico abrindo mão de arrecadação de impostos como PIS e Cofins das empresas estaduais de água e esgoto.

Já o senador Álvaro Dias (Podemos) ressaltou que não se pode deixar o Brasil nas mãos de aventureiros, que nesse momento é preciso refundar a República. Ele criticou a política de alianças que chamou de balcão de negócios do governo anterior, mas alfinetou também a aliança fechada entre o PSDB e o Centrão, que foi classificada pelo senador, como uma verdadeira arca de noé.

Álvaro Dias defendeu a necessidade da reforma do estado e o fim dos privilégios, disse que o programa Minha Casa Minha Vida precisa de ajustes e fez questão de ressaltar a necessidade de se ter coragem para promover mudanças.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) voltou a criticar os partidos de oposição como PSB e PDdoB. Segundo o candidato, eles foram medrosos ao seguirem orientações feitas pelo PT. Ciro Gomes também reforçou o discurso de que mudar é essencial hoje no país.

Não faltaram críticas aos governos petistas e tucanos. Ele ressaltou que não se pode resolver as eleições em gabinetes ou em celas. Ciro Gomes, voltou a reclamar da interferência dos poderes de fiscalização.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) defendeu que não há outra saída para o país a não ser retomar o crescimento econômico. O candidato do governo prometeu destinar R$ 80 bilhões para que sejam concluídas as mais de 7 mil obras paradas hoje no país, sendo que a prioridade será definida com base no maior retorno social e maior potencial de atrair o capital privado.

Meirelles ressaltou que é preciso resgatar a confiança do empresário e se mostrou otimista com o programa de governo apresentado na semana passada.

Os candidatos Jair Bolsonaro, e o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, não participaram das discussões.

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*Informações da repórter Luciana Verdolin