Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, diz que volta do voto impresso ‘seria retrocesso’

Ministro, que participou das eleições dos EUA como observador, evitou comparar sistema eleitoral dos Estados Unidos com o brasileiro e falou sobre eleições de 2020

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2020 06h22
Carlos Moura/SCO/STF Apesar dos percalços, presidente do TSE classificou eleições como 'sucesso'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, classificou nesta sexta-feira, 6, uma possível volta do voto impresso como “retrocesso”. Ele falou sobre assunto em um fórum sobre democracia e liberdade na cidade de Vitória, no Espirito Santo. Na ocasião, ele comparou o retrocesso comprar hoje um vídeo cassete. Ainda assim, o ministro disse que que se incomoda com o custo das urnas eletrônicas e lembrou que o país conta com 500 mil equipamentos que custam cerca de R$ 700 milhões. Além disso, a cada dois anos, em período eleitoral, pelo menos 100 mil urnas precisam ser trocadas.

Ele ainda falou sobre tecnologia e convidou eleitores a usarem o aplicativo E-título, modelo eletrônico do título de eleitor convencional, para a votação no dia 15 de novembro. “Nós estimulamos as pessoas a baixarem o e-titulo inclusive porque a justiça eleitoral pode se comunicar com eleitores e por intermédio do E-título você fica sabendo a sua seção eleitoral. Se for possível nós vamos dar até informações sobre o nível de congestionamento para as pessoas escolherem o melhor horário para votarem”, afirmou o ministro. Ele participou como observador convidado nas eleições dos EUA, onde o voto é impresso, mas não comparou o sistema eleitoral dos dois países, se limitando apenas a opinar que o Brasil tem necessidade de mudar para voto distrital misto com urgência. Em votações do tipo, o país mistura votos proporcionais e majoritários.

*Com informações do repórter Fernando Martins