Pretos e pardos são os que mais morrem por doenças respiratórias na pandemia, dizem cartórios

Dados mostram aumento de 9,3% nas mortes da população branca, enquanto entre pretos e pardos a elevação registrada é superior a 31%

  • Por Jovem Pan
  • 14/07/2020 08h37 - Atualizado em 14/07/2020 08h40
LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDOEm números absolutos, as mortes registradas nos Cartórios de São Paulo neste período totalizaram 103 mil

Pretos e pardos lideram mortes durante a pandemia da Covid-19 em São Paulo. Os óbitos por causas naturais aumentaram de maneira desigual na população, como mostra o Portal da Transparência, plataforma da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, que reúne os registros de óbitos feitos pelos Cartórios brasileiros. Entre 16 de março e 30 de junho, o estado registrou um aumento de 12,8% no total geral de óbitos, na comparação com 2019, explica o vice-presidente da Arpen-Brasil, Luis Carlos Vendramin Junior.

“Enquanto a população branca teve um aumento de 9,3% dos números de mortes, os pretos tiveram crescimento de 31%. Já nos casos de pardos, o aumento foi de mais de 31%. Os óbitos entre a população e indígena e amarela registraram aumento de mais 13% e 15%, respectivamente.”

Os dados utilizam as informações contidas nas Declarações de Óbitos, emitidas pelos médicos. Em números absolutos, as mortes registradas nos Cartórios de São Paulo neste período totalizaram 103 mil. No Brasil, no mesmo período houve um aumento de 13% no total geral de mortes, com 390 mil óbitos, com a mesma desigualdade entre a população; na menor incidência entre os brancos.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos