Primeira edição da Bienal do Lixo começa nesta quinta-feira em São Paulo

Objetivo principal do evento é conscientizar a população sobre o descarte correto dos resíduos

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2022 08h25 - Atualizado em 26/05/2022 13h14
Divulgação / Prefeitura de São Paulo Pessoas andam e se exercitam em área gramada e via no Parque da Água Branca Bienal do Lixo ocorre no Parque Villa-Lobos

A 1ª edição da Bienal do Lixo começa nesta quinta-feira, 26, na cidade de São Paulo. O local escolhido para receber o projeto cultural foi o Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros. A exposição tem a arte como meio para falar sobre relações do homem com o meio ambiente. Segundo o diretor da Bienal do Lixo, Mário Augusto Farias, o evento reunirá obras de arte feitas a partir de material de descarte, interações artísticas, oficinas, mostras de cinema, palestras e painéis sobre o tema. O projeto é totalmente gratuito e acessível para as pessoas com deficiência. “A intenção é impactar e transformar as pessoas, essa é a nossa intenção. Informação, educação e direcionamento”, diz Farias.

O objetivo principal da bienal do lixo é conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo. A bienal do lixo vai promover por meio da arte e também da cultura novos olhares e abordagens sobre os principais desafios para preservação ambiental. Este ano, a bienal do lixo busca uma corrente artística mundial e inovadora, sempre impulsionada pelos problemas ambientais da atualidade. Carlos Costa, o Cacau, é um dos artistas plásticos que expõe uma peça que resgata o poder transformador do lixo. “Contemplar para sonhar, para respirar. A obra traz esse questionamento, essa provocação nesse sentido”, comenta.

Segundo André Sampaio, coordenador de oficinas, a bienal vai oferecer ao público como aproveitar as formas do lixo que é completamente reciclável. “A gente é responsável por esse lixo. Esse tipo de educação, de ensino, de consciência tem que começar também através das escolas, porque o evento é agora e aqui. Vai tocar quem está vindo à bienal. Só que nas escolas a gente toca também as futuras gerações”, diz Sampaio.

O público também terá opções de filmes de conscientização, como explica o curador do evento, Júnior Baruca. “Também para trazer um pouquinho dessa realidade que a gente vive hoje e mudar. Essa mudança que a gente propõe através do tempo. Então, todos os filmes têm essa pegada, têm essa preocupação”, afirma. A curadora de filmes, Luana Negreiros, explica que crianças e adolescentes também vão aprender como reciclar o lixo dentro de casa. “Nós decidimos colocar duas atrações infantis em cada dia, justamente porque a gente entende que é desde bebezinho que a gente consegue trazer e levar a educação”, pontua.

Os participantes da Bienal vão encontrar também uma série de painéis sobre o uso do lixo. O curador, Rodrigo Martins, diz que será uma fase bem interativa, e os painéis de diálogos abordarão temas como a logística reversa, economia circular e também o consumo consciente: “Sem dúvida, as pessoas vão poder participar, vão poder perguntar, tirar suas dúvida e interagir com esses profissionais, especialistas em cada uma das áreas”.

*Com informações do repórter Maicon Mendes