Primeiro debate entre Márcio França e João Doria na TV tem troca de ofensas e acusações

  • Por Jovem Pan
  • 19/10/2018 08h58
Paulo Lopes/Estadão ConteúdoUm embate mais caloroso era esperado, já que João Doria, do PSDB, e Márcio França, do PSB, estão tecnicamente empatados

Durante o primeiro confronto do segundo turno, João Doria reforçou a imagem ao lado de Jair Bolsonaro e Márcio França negou apoio ao PT. O clima esquentou no primeiro debate do segundo turno entre os candidatos ao governo de São Paulo nesta quinta-feira (18).

Em meio a muito bate-boca, o confronto foi marcado por ofensas e troca de acusações entre os antigos aliados que hoje disputam a vaga para o Palácio dos Bandeirantes.

Um embate mais caloroso era esperado, já que João Doria, do PSDB, e Márcio França, do PSB, estão tecnicamente empatados, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto.

O Datafolha, divulgado nesta quinta-feira, mostra o tucano com 53% contra 47% do pessebista.

Para João Doria, a vitória é certa. Já Márcio França enxerga a possibilidade de virada nas urnas.

Propostas, de fato, só no terceiro bloco, quando se falou de saúde, educação e principalmente de segurança pública. Em um jogo de empurra-empurra, o antipetismo e a figura de Jair Bolsonaro foram temas amplamente utilizados pelos dois candidatos.

João Doria reforçou o voto em Bolsonaro para presidente da República e criticou os integrantes do próprio partido que declararam apoio a Márcio França.

Durante o debate promovido pela rede Bandeirantes, os candidatos aproveitavam qualquer brecha para atacar o rival. A plateia também teve papel fundamental para manter o clima exaltado.

Márcio França rebateu as críticas de João Doria sobre ser “apoiador do PT disfarçado”. Ele declarou que o rival está obcecado com o antipetismo e negou apoio a legenda.

França ainda acusou Doria de receber mais de R$ 44 milhões em financiamento do BNDES, durante o governo petista, para “comprar um jatinho particular” e mais R$ 6 milhões para o Lide, grupo criado pelo empresário.

O tucano por sua vez denunciou que o atual governador paulista estava na lista da Odebrecht com o codinome “Paris”.

Márcio França e João Doria se encontram novamente para mais um confronto na tarde desta sexta-feira (19).

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*Informações da repórter Marcella Lourenzetto