Privatização da Petrobras deve demorar e precisa considerar ‘fator político’, diz Montezano

Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social afirma que desestatização é ‘operação delicada’: ‘Temos que ter cautela, parcimônia e cuidado’

  • Por Jovem Pan
  • 13/05/2022 06h57 - Atualizado em 13/05/2022 10h38
ALLISON SALES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Vista da sede da Petrobras no Rio de Janeiro (RJ) Gustavo Montezano disse que ainda não foi procurado formalmente para tratar de estudos de modelagem da privatização

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirma que o fator político é essencial para viabilizar a privatização da Petrobras, mas alerta: o processo de desestatização deve levar bastante tempo. Montezano disse nesta quinta-feira, 12, que ainda não foi procurado formalmente para tratar de estudos de modelagem da privatização da estatal, mas sinalizou que dificilmente a desestatização aconteça em 2022, visto que o menor prazo que o banco já conseguiu para um processo semelhante foi de 15 meses. “Qualquer privatização é uma operação delicada, em geral por ações sofisticadas com muitos impactos para sociedade, impactos políticos. Tem que ser discutida a nível político também. Então temos que ter cautela, parcimônia e cuidado nessas análises, assim como fazemos em todo portfólio. O que posso dizer é que ao longo de seis meses dá para evoluir nos estudos do que é melhor para a sociedade”, pontuou. A possível privatização da Petrobras começou a ser discutida nesta quinta-feira, 12, em reunião do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ambos querem encaminhar estudos para a desestatização.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga