Com processo de impeachment em curso, Witzel ainda não conseguiu base de apoio na Alerj

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2020 08h09 - Atualizado em 22/06/2020 08h26
DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOWitzel tem oferecido cargos para se fortalecer, montar uma base política e conseguir ter um líder e vice-líder do governo na Alerj, mas a missão não está fácil

O processo de impeachment contra o governador do Estado, Wilson Witzel, já está correndo dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). No entanto, até o momento, o governador ainda não conseguiu montar um base na Casa. No mês passado, o líder e vice líder do governo retiraram apoio após operação da Polícia Federal (PF) investigar compradas durante a pandemia de Covid-19.

Entre os alvos da operação da PF estavam o Palácio Guanabara, Palácio Laranjeiras e a própria residência de Wilson Witzel. Logo depois veio a votação para o processo de impeachment e, com unanimidade, os parlamentares aprovaram a abertura do processo. Witzel tem oferecido cargos para se fortalecer, montar uma base política e conseguir ter um líder e vice-líder do governo na Alerj, mas a missão não está fácil. Segundo fontes da Jovem Pan, Wilson Witzel teria telefonado para parlamentares, mas a maioria das ligações não foram sequer atendidas.

O governador do Estado, brevemente, poderá apresentar sua defesa no parlamento do Rio de Janeiro, provavelmente no mês que vem. Na semana passada ele fez uma visita surpresa ao presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), que garantiu amplo direito de defesa ao governador. Mas a relação do parlamento com Witzel não é das melhores por conta do distanciamento criado ao longo de todo início de mandato e pela posição de alguns secretários.

André Ceciliano é uma peça fundamental para o futuro de Witzel, já que é aliado do presidente e do relator da comissão especial que irá investigar se ele cometeu crime de responsabilidade administrativa.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga