Procon notifica Enel a prestar esclarecimentos em interrupções de fornecimento de energia em SP

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2019 06h34 - Atualizado em 01/03/2019 07h59
ReproduçãoA Enel ainda deve esclarecer qual política tem adotado nos casos de pedidos de indenização feitos por consumidores que sofreram danos materiais em decorrência da falha no serviço

A distribuidora de energia Enel tem até esta sexta-feira (1º) para prestar esclarecimentos ao Procon sobre a suspensão de energia elétrica em regiões de São Paulo. A empresa foi notificada pelo órgão a explicar quais foram as áreas que tiveram o fornecimento interrompido nos últimos cinco dias e quanto tempo durou a interrupção.

O Procon, que é ligado à Secretaria da Justiça e Cidadania, quer saber os motivos de falta de energia e quais ações foram tomadas para reduzir o número de ocorrências. A Enel ainda deve esclarecer qual política tem adotado nos casos de pedidos de indenização feitos por consumidores que sofreram danos materiais em decorrência da falha no serviço de fornecimento.

Mauro é morador de Carapicuíba, na Grande São Paulo, e relatou que a região onde ele mora ficou cerca de 70 horas sem energia. Ele disse que a interrupção na distribuição afeta mais os idosos que precisam usar aparelho de oxigênio.

Um levantamento do site Reclame Aqui aponta que houve 1.460 reclamações contra a Enel entre janeiro e fevereiro de 2018. No mesmo período deste ano, o número já chega a 3.194.

Em decorrência do problema na distribuição em vários pontos da cidade de São Paulo, o vereador Dalton Silvano (DEM) entrou com uma representação para que o Ministério Público instaure uma ação civil pública. Segundo ele, a medida visa obrigar a Enel a normalizar o fornecimento dentro de 4 horas após a queda de energia conforme determina a Agência Nacional de Energia Elétrica.

O Instituto Nacional de Meteorologia informou nesta quinta-feira (28) que a cidade de São Paulo registrou em 2019 o fevereiro mais chuvoso dos últimos 15 anos. De acordo com os bombeiros, o número de quedas de árvores, provocadas pelo vento e pelo acúmulo de água no solo, também bateu recorde na cidade de São Paulo e Região Metropolitana.

*Informações do repórter Afonso Marangoni