Profissionais e atletas comemoram permanência de centro da Unifesp

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2019 08h08
ReproduçãoNo CETE foram tratados nomes como Maurren Maggi, Artur Zanetti e Jardel Gregório

A mobilização de profissionais e populares garantiu o funcionamento do Centro de Medicina Esportiva da Unifesp. Um projeto da prefeitura de São Paulo destinava o atual terreno, ocupado nos últimos 20 por médicos e fisioterapeutas, para a Marinha do Brasil.

Na última semana, alunos, atletas e profissionais se reuniram para protestar contra o fechamento do Cete, que realiza 700 consultas médicas mensais – com destaque a ortopedia, medicina esportiva, fisioterapia. O local realiza 30 cirurgias mensais para atletas, via SUS, e também a pessoas carentes – além de condicionamento físico.

O professor Diego Astur é um dos médicos voluntários que atuam no Cete. “Assim como a grande maioria dos profissionais, tanto médicos, quanto enfermeiros, psicólogos e dentistas, 99% das pessoas que atendem aqui são voluntárias. Estamos em prol de um projeto que, há 20 anos, permite um atendimento de excelência a pessoas carentes vinculadas ao esporte.”

Os professores da Escola Paulista de Medicina e representantes da Marinha discutiram uma alternativa na Câmara para evitar a saída da estrutura que funciona na Rua Estado de Israel, na Vila Clementino, na Zona Sul de São Paulo.

Os parlamentares aprovaram a concessão da área à União, mas o Centro de Traumatologia do Esporte irá permanecer até que um outro endereço seja definido. Isso é um alívio para o lutador Leonardo San Genoíno.

“Atleta dificilmente tem algum apoio, aposentadoria, não tem plano nenhum. Fiquei preocupado mas me indicaram aqui, fui super bem tratado. Fiz exames, passei com a psicóloga. Tive todo o acompanhamento médico possível.”

O Centro de Medicina Esportiva da Unifesp atualmente conta com 225 profissionais de saúde, médicos, fisioterapeutas e educadores físicos – além da formação acadêmica, por meio de residência médica, pós-graduação e graduação e estrutura para atletas Paraolímpicos e olímpicos.

No CETE foram tratados nomes como Maurren Maggi, Artur Zanetti, Jardel Gregório. Em 20 anos foram realizadas mais de 6 mil cirurgias e sessões de fisioterapia – e milhares de consultas pelo SUS.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos