Protecionismo impede ingresso de companhias aéreas estrangeiras no mercado doméstico

  • Por Jovem Pan
  • 28/11/2018 07h57 - Atualizado em 28/11/2018 08h38
PixabayPara rotas internacionais uma empresa norueguesa, a terceira maior da Europa na modalidade, fará a ligação entre o Rio de Janeiro e Londres a partir de março de 2019

Com uma atuação expressiva na Europa e nos Estados Unidos, as empresas aéreas de baixo custo ainda têm uma presença bastante tímida na América Latina.

Essas companhias, em geral, oferecem passagens abaixo dos preços praticados na média do mercado, em troca de menos serviços oferecidos, como refeições, entretenimento a bordo e franquia de bagagem.

Em muitos locais, essas empresas utilizam aeroportos secundários, como forma de reduzir os gastos.

Para rotas internacionais uma empresa norueguesa, a terceira maior da Europa na modalidade, fará a ligação entre o Rio de Janeiro e Londres a partir de março de 2019 prometendo tarifas com o trecho à R$ 1,2 mil em classe econômica e R$ 2,8 mil na executiva.

Uma companhia chilena já iniciou voos entre o Galeão e Santiago no Chile.

A professora de Turismo da Universidade de São Paulo, Mariana Aldrigui, destacou que há dificuldades para companhias estrangeiras operarem no país devido a protecionismo, burocracia e alta carga tributária.

No cenário atual, o que se observa é que os brasileiros são reféns de companhias por não haver nenhuma sequer que opere no mercado doméstico a baixo custo. As existentes adotam preços muitas vezes abusivos sem a falta de concorrência e oferecem o mínimo possível aos passageiros que pagam pela alimentação a bordo, para marcar assento, por bagagem despachada, entre outros itens.

Mesmo assim, para alguns, este prêmio de consolação é tido como sorte, pelo simples fato de ainda não estarem desembolsando para utilizar o banheiro ou até mesmo respirar a bordo.

*Informações do repórter Daniel Lian