Próximo presidente terá menor valor disponível para investimentos em 14 anos

  • Por Jovem Pan
  • 14/09/2018 08h01
Marcello Casal Jr/Agência BrasilO diretor-executivo da Instituição, Felipe Salto, avaliou que o desemprego e a retomada lenta da economia interferem no ajuste fiscal do Governo

Próximo presidente terá R$ 27 bilhões em investimentos para 2019, o menor valor do Governo federal em 14 anos. É o que aponta o Relatório da Instituição Fiscal Independente, órgão vinculado ao Senado, em um reflexo do limite imposto pelo teto dos gastos.

Como as despesas obrigatórias com Previdência e folha de pagamento crescendo acima da inflação os recursos para investimentos são afetados.

O diretor-executivo da Instituição, Felipe Salto, avaliou que o desemprego e a retomada lenta da economia interferem no ajuste fiscal do Governo: “em 2014 o investimento era de R$ 73 bilhões. Em 2018 R$ 31 bilhões e no ano que vem R$ 27 bilhões. É nível de gastos com investimentos muito baixo para um país que pretende elevar suas taxas de crescimento”.

A regra do teto de gastos públicos impõe que as despesas totais não podem crescer acima da inflação em 12 meses, até junho do ano anterior.

A medida pretende conter os sucessivos déficits públicos do país desde 2014, que nos últimos três anos superaram os R$ 100 bilhões.

O Banco Mundial divulgou relatório aos candidatos à presidência com a estimativa de que o teto permitirá superávits fiscais somente em 2022.

O presidente da Associação da Indústria de Máquinas e Equipamentos, João Marchezan, ressaltou a necessidade de reformas: “passar essa reforma da Previdência para tentar reduzir esse déficit. Em segundo a reforma tributária é de vital importância para que indústria e a economia cresçam novamente”.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reforçou que o próximo presidente não poderá adiar a discussão da Reforma da Previdência.

Sem recursos para investir, o Governo não consegue retomar a economia, o desemprego se mantém em alta, e há uma dependência do capital privado.

*Informações do repórter Marcelo Mattos