Quarentena impulsiona consumo online e aumenta presença de idosos no e-commerce

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2020 06h28 - Atualizado em 06/07/2020 08h29
ReproduçãoEm maio, o faturamento com as vendas on-line subiu 130% na comparação com o mesmo mês do ano passado

O isolamento social criou um novo público de consumidores on-line. É o que diz um levantamento feito pela rede de hipermercados Extra, que apurou que a quantidade de consumidores acima de 60 anos quintuplicou no e-commerce desde o início da pandemia da Covid-19. Esse é o caso do aposentado Osvaldo Pereira, de 80 anos. Com a recomendação de não sair de casa, Osvaldo começou a comprar produtos essenciais, como alimentos e itens de higiene, pela internet.

“Eu já usado um pouquinho antes e agora estamos muito mais, porque não pode sair. Vamos ampliando as compras pela internet, é muito mais prático, eles te entregam na porta de casa. É muito bom, até papel higiênico eu comprei pela internet”, afirma.

Segundo o monitoramento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico em parceria com o Movimento Compre & Confie, desde que a quarentena foi decretada no Brasil, os índices de compras virtuais vem crescendo. Em maio, o faturamento com as vendas on-line subiu 130% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O diretor-executivo do Compre & Confie, André Dias, explica que o comportamento de fazer compras pela internet veio para ficar. Fora os itens de primeira necessidade, a IDC Brasil identificou que o brasileiro tem comprado, via internet, aparelhos que geram conforto para o período em que estão dentro de casa, seja para trabalhar ou para lazer.

Assim, notebooks e smart TVs estão no topo dos itens de tecnologia mais adquiridos durante a pandemia.O gerente de pesquisa e consultoria da IDC Brasil, Reinaldo Sakis, destaca que, com o aumento de vendas online, a tendência é que as pessoas optem por outros serviços virtuais, como os bancários. Reinaldo afirma que 52% dos entrevistados pela IDC Brasil disseram que pretendem continuar fazendo compras on-line mesmo após o fim da pandemia.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini