Querosene de aviação sobe quase 7% e companhias aéreas temem impactos no setor

Em Guarulhos, metro cúbico do combustível passou de R$ 4,7 mil para pouco mais de R$ 5 mil

  • Por Jovem Pan
  • 03/05/2022 12h13
ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Avião decolando Alta do combustível tem relação com o preço do barril de petróleo Brent, pressionado pelo conflito no Leste Europeu

Com o novo reajuste nos preços do querosene de aviação, companhias aéreas temem impactos em retomada do setor. A Petrobras elevou o preço do combustível em vários polos de distribuição. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), o aumento médio foi de 6,7%. Os novos preços começaram a valer nesta segunda-feira, 2. Em abril, a alta foi de 18%. O preço do querosene de avião da Petrobras em Guarulhos, por exemplo, passou de R$ 4,7 mil o metro cúbico em abril para pouco mais de R$ 5 mil em 1º de maio. O presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz, afirma que os dados da Petrobras apontam alta acumulada de quase 50% neste ano. Em 2021, foram 92% de aumento.

“São números absolutamente estratosféricos que representam quase 45% dos custos da avião brasileira para uma situação na qual tanto passageiros, pessoas física, quanto empresas ainda não se recuperaram da crise que vivemos com a Covid-19. Neste cenário agora, complicado pela guerra da Ucrânia, isso vai na contramão de qualquer tentativa de retomada consistente, perene e sustentável de nossas atividades, além de acabar no bolso de todo mundo”, pontua. A alta do combustível tem relação com o preço do barril de petróleo Brent, pressionado pelo conflito no Leste Europeu.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga