Questões climáticas devem ser destaque em debate entre Corbyn e Johnson

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 18/11/2019 09h40
EFE/EPA/IAN LANGSDONO governo de Boris Johnson tem sido duramente atacado pela lenta resposta para ajudar os desabrigados e áreas atingidas pela catástrofe

As tempestades dos últimos dias na Europa têm causado grandes problemas para moradores – e constrangimento político, em alguns casos.

O norte da Inglaterra tem sido severamente castigado por chuvas que não eram esperadas. Cinquenta e três áreas do país estão em estado de alerta por conta das tempestades que causam inundações desde a semana passada.

Esse está sendo considerado o outono mais chuvoso de todos os tempos em determinadas regiões britânicas e, embora esteja com uma vantagem confortável nas pesquisas de opinião, o primeiro-ministro Boris Johnson pode sofrer com a crise ambiental.

O governo dele tem sido duramente atacado pela lenta resposta para ajudar os desabrigados e áreas atingidas pela catástrofe. O assunto está recebendo grande atenção da imprensa local e, mesmo já tendo visitado a região, Johnson segue recebendo críticas.

Com eleições gerais marcadas para 12 de dezembro, o Reino Unido terá nesta terça-feira (19) o primeiro debate entre os líderes dos dois principais partidos.

O tema dos alagamentos no norte do país e sobretudo as ações de governo para mitigar as mudanças climáticas certamente serão destaque no confronto entre Jeremy Corbyn e Boris Johnson – ainda que o Brexit tenha dominado a campanha até aqui.

Veneza

Na Itália, a cidade de Veneza teve que fechar mais uma vez sua principal atração turística, a praça São Marcos, por conta dos alagamentos.

A cidade foi atingida pela “acqua alta” pela terceira vez em uma semana para desespero de visitantes e, sobretudo, moradores. A inundação atingiu a marca de 1,5 metro – bem abaixo do recorde em décadas de um 1,87 da semana passada.

Na ocasião, 80% da cidade chegou a ficar embaixo d’água. De qualquer forma, o nível considerado atual da maré também é perigoso.

Os prejuízos financeiros causados pelo fenômeno nos últimos dias foram calculados em um bilhão de euros até.

Com quatro marés altas em uma semana a cidade enfrenta a pior situação do tipo desde 1872. O prefeito local culpa as mudanças climáticas pelas inundações bem acima do normal na cidade – que está habituada a este fenômeno.