Rebelião no Centro de Detenção Provisória de Taubaté tem 11 pessoas mantidas reféns

  • Por Jovem Pan
  • 09/08/2018 06h10 - Atualizado em 09/08/2018 07h48
Bruno Castilho/Estadão ConteúdoBruno Castilho/Estadão Conteúdo

Onze pessoas são mantidas reféns desde a tarde desta quarta-feira (08) por presos amotinados no Centro de Detenção Provisória de Taubaté, no interior de São Paulo.

O motim no CDP, que fica na altura do número 5000 da Rodovia Amador Bueno da Veiga, no bairro Gurilândia, começou por volta das três horas da tarde.
 Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, inicialmente, 14 pessoas foram dominadas pelos detentos, sendo dois agentes e 12 religiosos, mas uma mulher e dois homens, incluindo um idoso, de 80 anos, foram libertados durante as negociações.

Os rebelados depredaram a unidade e atearam fogo em colchões. Vizinhos do complexo disseram que ouviram barulhos de explosões.

O CDP vive uma situação de superlotação, com 1521 presos em uma área projetada para abrigar 844, mas as causas da rebelião não foram divulgadas.

O grupo de intervenção rápida, subordinado à SAP, entrou no complexo, enquanto equipes da Polícia Militar cercaram o prédio.
 O helicóptero Águia, da PM, também passou a sobrevoar o local.

Além disso, a tropa de choque da PM permanece na sede do batalhão da área e pode ser acionada, caso necessário. 
As negociações são conduzidas pela direção do CDP e pela juíza corregedora Sueli Zeraik.

Além dos dois agentes, os outros reféns são voluntários de movimentos religiosos que fazem atendimentos em presídios.

A refém libertada por volta das nove horas da noite, Maria Benedita Ferraz, passa bem, mas disse que um dos agentes penitenciários estaria ferido.

Do lado de fora do CDP, parentes dos presos e dos reféns esperam por informações.
 As negociações foram interrompidas durante a noite e estão sendo retomadas na manhã desta quinta-feira (09).

*Informações do repórter Paulo Édson Fiore