Redes de fast food britânicas são pressionadas para boicotar soja do Brasil

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 10/10/2019 09h13
Jonas Oliveira / ANPrSegundo o Greenpeace, as redes de fast food que consomem a soja brasileira devem boicotar o produto para proteger o cerrado

Uma das principais commodities do Brasil virou alvo de tensão na indústria alimentícia britânica. As redes de fast food do país estão sendo pressionadas para boicotar a soja importada dos produtores brasileiros para defender a Amazônia Legal.

O mercado da semente é gigantesco. Segundo dados da União Europeia, o Brasil vendeu o equivalente a cerca e R$ 1 bilhão para os britânicos só no ano passado. Um terço de toda a soja importada pelo Reino Unido vem do Brasil e ela é utilizada, prioritariamente, para alimentar animais.

Segundo o Greenpeace, as redes de fast food que consomem a soja brasileira devem boicotar o produto para proteger o cerrado, que vem sofrendo com as queimadas intensas nos últimos meses.

Uma reportagem da BBC explica que grandes marcas como o restaurante McDonald’s e o supermercados Tesco e Marks & Spencer são signatários de um manifesto de proteção do cerrado reconhecendo a necessidade de evitar mais desmatamento na região.

O problema é que o maior intermediário da soja brasileira, a Cargill, não aderiu ao movimento e continua comprando soja de áreas destruídas recentemente para plantio.

Empresas europeias em outros segmentos têm sido pressionadas a boicotar produtos brasileiros como reação às queimadas da Amazônia.

O movimento ocorre enquanto os protestos organizados pelo grupo Extinction Rebellion se espalham pelas principais cidades do mundo. Eles pedem ações mais duras dos governos e das grandes corporações para combater a emergência do clima.

Nesta quinta-feira (10) o jornal britânico The Guardian divulga a lista das 20 empresas mais poluidoras do mundo – juntas elas correspondem a um terço de todas as emissões de carbono do planeta. A estatal brasileira Petrobras aparece no levantamento.