Redução de velocidade não interfere na circulação da Linha 9 da CPTM; maior reclamação é de superlotação

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2018 08h38 - Atualizado em 23/11/2018 10h29
Uriel Punk/Estadão ConteúdoPara testar o percurso e o tempo de deslocamento, a reportagem da Jovem Pan fez todo o trajeto entre as 18 estações, na manhã desta quinta-feira (22)

O impacto no tráfego da Marginal Pinheiros, no trecho do viaduto que cedeu, não trouxe interferência à circulação de trens da linha 9-Esmeralda, segundo a CPTM. Por esse ponto passa a linha que liga as estações Grajaú, na Zona Sul da capital, até a cidade de Osasco, na região metropolitana.

Para testar o percurso e o tempo de deslocamento, a reportagem da Jovem Pan fez todo o trajeto entre as 18 estações, na manhã desta quinta-feira (22).

Às 8h14 as plataformas estão lotadas e os trens estão cheios. O trem é completamente lotado. Em 31 minutos de viagem o alto-falante informa uma redução da velocidade na região onde o viaduto cedeu.

Ao chegar próximo da estação Villa Lobos-Jaguaré, o trem precisa desacelerar e percorre bom trecho da linha bem devagar, a 20 km/h, praticamente um terço da velocidade normal.

Quem está no vagão consegue ver de perto o desnível do viaduto e o trabalho de escoramento feito pela prefeitura.

Nessa viagem, a redução da velocidade no trecho do viaduto, mostrou não ser o principal problema dos passageiros. Quem está diariamente na linha 9-Esmeralda pede maior frequência de trens para evitar a superlotação em boa parte do seu trajeto.

De acordo com a CPTM, testes foram feitos para saber se o movimento dos trens poderia prejudicar a estrutura abalada. Em nota, a companhia disse que o trecho com velocidade reduzida tem somente cerca de 400 metros.

Informou ainda que o trecho de maior demanda é entre as estações Pinheiros e Grajaú. Por dia útil, circulam cerca de 600 mil usuários na Linha 9-Esmeralda.

*Informações do repórter Fernando Martins