‘Reforma da Previdência não resolve tudo, mas sem ela não teremos nada’, diz governador do RS

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2019 08h54
Edu Chaves/Estadão ConteúdoO governador do Rio Grande do Sul defendeu que é preciso governar para dar resultados, mesmo que através de medidas impopulares

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, falou ao Jornal da Manhã desta terça-feira (9) sobre a possibilidade da inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

De acordo com Eduardo Leite, o debate da inclusão das cidades e estados no texto se tornou “pouco sensato” porque agora é considerada uma questão política e não técnica.

“O único argumento que utilizam é sobre o desgaste político que enfrentarão e desprezam a importância de que nós temos a solução para o problema previdenciário no Brasil. Se os estados não estiverem fiscalmente equilibrados, eles vão recorrer a União. E a União estará em desequilíbrio novamente.”

Em viagem à Brasília na tarde desta segunda-feira, Eduardo Leite se comprometeu a discutir e articular maneiras de inserir a pauta na reforma. “Se não for possível, identificaremos a melhor forma de conduzir isso no Senado. Se for pro Brasil ganhar uma reforma completa, muito mais profunda, não tem problemas de voltar para a Câmara. Mesmo que demore mais semanas.”

Reforma ‘impopular’

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) mostrou que, pela primeira vez, os brasileiros aprovam em maioria a reforma da Previdência. O governador Eduardo Leite disse não entender como deputados consideram a pauta impopular.

“Eu ouvi declarações de deputados dizendo que se preocupam com suas bases eleitorais. São parlamentares que vão concorrer para prefeito nas próximas eleições. Ou eles vão concorrer para administrar com muitas dificuldades no sistema previdenciário ou precisará arcar com custos locais por ignorar uma reforma que teve oportunidade de apoiar. Ou não será eleito.”

Eduardo Leite usou como exemplo seu mandato como prefeito da cidade gaúcha de Pelotas. “Terminei meu mandato com 90% de aprovação mesmo com medidas impopulares. A população quer saber de serviço, de resultado. Precisamos tomar medidas que assegurem resultados. A reforma não resolve tudo, mas sem ela não teremos nada.”