Reino Unido acusa diretamente Rússia por ataque hacker em junho do ano passado

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 15/02/2018 10h09
Flickr/powtacSegundo Londres, Moscou foi o patrocinador do ataque conhecido como NotPetya, em junho passado, quando um vírus pedia o pagamento de resgate para não destruir arquivos dos sistemas infectados

Praticamente toda a grande imprensa europeia destaca na manhã desta quinta-feira (15) mais um tiroteio em uma escola dos Estados Unidos, dessa vez na Flórida, com 17 pessoas mortas.

E evidentemente o debate sobre a venda quase que indiscriminada de armas por lá volta à tona como um dos possíveis fatores que levam a este tipo de carnificina que só existe na sociedade americana.

Na Europa existe forte restrição sobre venda e posse de armas de fogo, o que não impede totalmente que elas circulem pelas ruas de grandes cidades como Londres e Paris. Mas ao menos ajuda a reduzir os crimes relacionados a pistolas e revólveres. Já algo do porte de uma AR-15 é algo que um europeu só vê mesmo em filme ou nas mãos da polícia.

Agora outro tipo de crime que tem ganhado muita repercussão na Europa é o ciberataque.

O governo do Reino Unido acusou diretamente o governo da Rússia por um ataque de hackers realizado no ano passado e que causou prejuízos milionários para grandes empresas do continente.

Segundo Londres, Moscou foi o patrocinador do ataque conhecido como NotPetya, em junho passado, quando um vírus pedia o pagamento de resgate para não destruir arquivos dos sistemas infectados.

O ataque começou na Ucrânia e chegou a grandes empresas que têm investimentos no país, incluindo a gigante britânica de produtos de limpeza Reckitt Benckiser e a dinamarquesa do setor de logística Maersk.

O ataque teria ligação com os interesses políticos da Rússia na Ucrânia, mas o país nega ter qualquer envolvimento com a ação.

Os britânicos, no entanto, foram diretos em acusar o Kremlin, algo pouco comum na diplomacia internacional.

Aliás, o Reino Unido tem reiterado as denúncias de que a Rússia está usando hackers constantemente para atacar outros países, incluindo seus processos eleitorais.

O governo de Londres afirma, por exemplo, que hackers financiados pelo Kremlin, atuaram diretamente na campanha do Brexit em 2016, além das já conhecidas ligações dos russos com gente do círculo próximo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.