Reino Unido apresenta à ONU, nesta quinta, resultado de investigação sobre envenenamento de ex-espião

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 06/09/2018 09h31
Montagem/Moscow District Military Court e ReproduçãoA Rússia, claro, nega qualquer participação no episódio e promete refutar as acusações no conselho de segurança

O Reino Unido vai apresentar nesta quinta-feira (06) no Conselho de Segurança da ONU o resultado da investigação contra a Rússia sobre o envenenamento do ex-espião Sergei Skripal, e da filha dele Yulia, no interior da Inglaterra.

As autoridades britânicas identificaram os responsáveis pelo ataque como cidadãos russos que entraram no Reino Unido com passaportes nos nomes de Alexander Petrov e Ruslan Boshirov.

No entanto, o governo de Londres acredita que as identidades sejam falsas, embora os passaportes fossem documentos verdadeiros, o que reforça a tese de que o ataque teria sido patrocinado pelo Kremlin.

Os britânicos reconstruíram os passos dos dois homens que atacaram os Skripal e divulgaram imagens de câmeras de segurança mostrando os momentos que antecederam o atentado em março passado.

Os agentes trabalham para o serviço de inteligência militar da Rússia e trouxeram o agente nervoso Novichok escondido em um vidro de perfume da marca Nina Ricci, especialmente modificado para evitar vazamentos.

Depois, a dupla espirrou a substância na porta da casa do espião, que horas mais tarde cairia inconsciente ao lado da filha em uma praça de Salisbury, no interior da Inglaterra.

Os russos se livraram do vidro de perfume, que acabou em contato com outras pessoas e matou uma mulher que também se contaminou com a substância dias depois.

A Rússia, claro, nega qualquer participação no episódio e promete refutar as acusações no conselho de segurança.

Os britânicos sabem que será difícil conseguir qualquer retaliação contra os russos no órgão, uma vez que o país e Vladimir Putin é um dos membros permanentes e tem poder de veto sobre as decisões tomadas.

Mas Londres pressiona a União Europeia a seguir os Estados Unidos e adotar novas sanções contra o governo de Moscou.