Reino Unido celebra 100 anos do voto feminino

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan em Londres
  • 06/02/2018 10h21 - Atualizado em 06/02/2018 10h33
EFE/ Neil Hall Detalhe da estátua de Emmeline Pankhurst (1858-1928) em frente ao parlamento de Londres. Neste mês se celebram os 100 anos da "Ata de Representação" do Reino Unido que marcou o início do voto feminino.

O Reino Unido celebra nesta terça-feira (6) o aniversário de 100 anos da lei que deu início ao voto das mulheres no país graças ao movimento sufragista.

A Lei para Representação da População foi aprovada em seis de fevereiro de 1918 permitindo o voto de mulheres com mais de 30 anos, o que representava 40% do total de habitantes femininas à época.

Também existiam restrições para os votos dos homens relacionadas à idade e o sufrágio universal só foi aprovado na Grã Bretanha dez anos mais tarde.

Uma estátua de Alice Hawkins, operária de uma fábrica de sapatos e um dos principais nomes do movimento sufragista foi inaugurada no final de semana na cidade Leicester e várias outras homenagens estão programadas ao redor do país nos próximos meses.

A primeira-ministra Theresa May, segunda mulher a governar a Grã Bretanha desde que o voto feminino foi estabelecido, faz pronunciamento hoje em Manchester para marcar a data e homenagear as dezenas de ativistas que lutaram pelo direito de votar. Muitas delas acabaram presas e perseguidas pela polícia no século passado.

May, no entanto, ressalta que os abusos e ameaças tornaram os debates sobre a vida pública cada vez mais grosseiros e ameaçam a democracia.

Sobretudo nas redes sociais, onde a violência dos ataques é onipresente, e voltada principalmente às mulheres e algumas minorias, discordar tem se tornado algo impossível, segundo a primeira-ministra.

Coibir esses abusos e intolerâncias desproporcionalmente voltados para as mulheres, comunidades LGBTs e minorias raciais é o desafio do governo britânico no centenário da grande conquista do movimento sufragista.

Assista às informações do correspondente Jovem Pan em Londres, Ulisses Neto, ao Jornal da Manhã: