Reino Unido antecipa prazo e vai vender apenas carros elétricos a partir de 2035

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 06/02/2020 08h22
Mmurphy/PixabayNa Grã Bretanha não se questiona a emergência climática e essa não é uma pauta nem de esquerda nem de direita -- é da sociedade

O governo britânico decidiu antecipar as restrições contra carros convencionais para atingir suas metas de neutralidade de carbono. O gabinete do primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que as vendas de carros com motores a diesel, gasolina e híbridos serão banidas da Grã Bretanha a partir de 2035.

Isso significa que daqui a 15 anos somente carros elétricos poderão ser vendidos por lá. A decisão antecipou em cinco anos a restrição, já que inicialmente o plano era banir os motores a combustão a partir de 2040.

A indústria automobilística, claro, não se mostrou muito satisfeita com a medida alegando que o mercado de elétricos ainda não está maduro. No Reino Unido, os carros que utilizam baterias representam apenas 3% das vendas por enquanto.

Porém, a questão ambiental é tratada como prioridade pelo governo conservador e as metas de neutralidade de carbono para tentar combater os efeitos devastadores da emergência do clima estão longe de serem cumpridas.

Atualmente o governo britânico concede subsídios pesados para a produção e compra de veículos elétricos. Mudanças neste segmento estão a caminho e o governo britânico discute a possibilidade de passar a investir mais na rede de abastecimento desses carros.

Na verdade, os pontos de recarga já fazem parte da realidade britânica e estão espalhados por todos os lados — sobretudo em Londres. Mas ainda é pouco perto da frota do país e do plano ambicioso de eliminar os motores a combustão em carros novos daqui a 15 anos.

Na Grã Bretanha não se questiona a emergência climática e essa não é uma pauta nem de esquerda nem de direita — é da sociedade. E o governo conservador tenta responder aos desafios adiante.

Na média global, a Inglaterra já faz bastante para tentar reduzir suas emissões — mas o país ainda está muito aquém do que a União Europeia investe e, sobretudo, do que precisa ser feito diante da gravidade do problema.