Reino Unido só testou 2 mil dos 500 mil funcionários do SUS britânico

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 02/04/2020 08h55 - Atualizado em 02/04/2020 09h13
EFE/Luis Tejido Há semanas que a OMS deixou claro que os países devem fazer o máximo possível para testar o máximo possível

O governo britânico está sob forte pressão da sociedade sobre a demora em tomar ações consideradas decisivas no combate ao coronavírus. Em poucas palavras: o país não está testando sequer os profissionais de saúde, quanto mais o resto da população.

Na semana passada, havia sido anunciado que os testes em massa estavam começando e que isso seria um marco na crise. No fim, descobriu-se que o Reino Unido ainda está muito atrás de outros países vizinhos neste quesito.

Dos cerca de 500 mil profissionais de saúde que estão na linha de frente do sistema público, apenas dois mil foram testados até agora. Questões técnicas e burocráticas estão entre os motivos dados pelo governo para explicar a lentidão nos testes. Já se cogita inclusive liberar algumas normas para aumentar a capacidade de produção do país.

Há semanas que a OMS deixou claro que os países devem fazer o máximo possível para testar o máximo possível. Só assim o quebra-cabeça da pandemia pode ser montado e o processo de restrição de circulação das pessoas flexibilizado aos poucos.

Economia

No lado da economia, os britânicos que tiverem seus empregos afetados pelo coronavírus vão ter mais um apoio do governo. O órgão regulador do setor financeiro determinou que os pagamentos de empréstimos e cartões de crédito devem ser suspensos por três meses.

O que seria algo próximo ao cheque especial do Brasil, chamado de overdraft por aqui, também deve ter juro zero nas primeiras 500 libras que os clientes utilizarem.

A British Airways, maior companhia aérea da Grã Bretanha, anunciou que 36 mil funcionários serão suspensos por conta do coronavírus. O número representa 80% de todos os contratados da empresa, que ainda tem alguns poucos aviões circulando pelo mundo.

Esporte

E por fim, também foi anunciado que a Eurocopa Feminina, que estava marcada para o junho do ano que vem aqui na Inglaterra, foi adiada. O torneio será disputado agora em 2022.

Na quarta (1º) também foi confirmado que o torneio de tênis mais tradicional do mundo, o Wimbledon, disputado em Londres, também foi cancelado. É a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que o grand slam não será disputado.