‘Resgate de desaparecidos ainda é prioridade em Petrópolis’, afirma secretário da Defesa Civil

Alexandre Lucas ainda destacou as ações que o governo federal vem realizando na região até o momento para dar suporte às vítimas

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2022 10h45 - Atualizado em 22/02/2022 10h48
Foto: Adalberto Marques/MDR) Alexandre Lucas - Defesa Civil Secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), coronel Alexandre Lucas

Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do Ministério do Desenvolvimento Regional, coronel Alexandre Lucas, concedeu entrevista ao vivo nesta terça-feira, 22, para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, para atualizar a situação dos trabalhos em Petrópolis, após as fortes chuvas que acarretaram tragédias em alagamentos, enchentes e deslizamentos, deixando 182 mortos até o momento – de acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Segundo ele, as buscas pelos desaparecidos continuam sendo prioridade, em respeito às famílias que estão angustiadas e enlutadas. O trabalho vem sendo feito de maneira paralela a manutenção de abrigos, limpeza da cidade e concessão de suporte humanitário. “Ainda é prioridade o resgate das pessoas desaparecidas, em respeito às famílias, que estão angustiadas por seus entes queridos, e as enlutadas. Mas segue também a gestão dos abrigos, gestão do direito à dignidade na moradia das pessoas que perderam a moradia e não morreram. Isso é um desafio muito grande que também tem sido feito. E claro segue a limpeza da cidade, com todos os órgãos envolvidos”, afirmou o secretário.

Questionado sobre como evitar futuras tragédias do mesmo tipo da que ocorreu em Petrópolis, Alexandre Lucas disse que tem refletido sobre a questão nos últimos dias. “A responsabilidade é múltipla. São múltiplas pessoas, são múltiplos órgãos. É um sistema que precisa funcionar. Primeira coisa, o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil precisa funcionar, com todos os órgãos entendendo as suas responsabilidades nas ações de prevenção, mitigação, preparação e resposta de reconstrução. É preciso que o poder público municipal, estadual e o federal trabalhem forte nisso. Mas esse debate é mais amplo e passa pelo financiamento das questões de prevenção de forma mais séria”, pontuou.

E sobre a atuação do governo federal, ele destacou as diversas frentes de ação que vem sendo executadas até este momento: “O governo federal já está lá presente, com a nossa equipe. Nós temos pessoas atuando no apoio à liberação de recursos, confecção de plano de trabalho, temos o Exército, a Marinha e a Aeronáutica trabalhando com equipes de engenharia, com equipes de apoio de homens e máquinas e caminhões, temos o Ministério da Cidadania desde ontem lá, trabalhando para o apoio às ações de assistência social e as famílias afetadas. O Ministério das Comunicações instalou internet via satélite nos principais pontos, na prefeitura, no quartel do Exército e na Defesa Civil. Já liberamos recursos para limpeza, assistência humanitária, para aluguel de 60 veículos, eles tiveram os veículos praticamente todos destruídos pela inundação. E nós seguimos. Hoje, vamos liberar mais recursos visando pleitos de contenção e todo o trabalho”.