RJ interdita duas empresas na Baixada Fluminense por poluir rios

  • Por Jovem Pan
  • 07/02/2020 07h08
Reprodução/Cedae Canos e água em uma estação de tratamento de água da Cedae A água no RJ continua com cheiro, gosto e cor de terra e não há prazo para a situação se normalizar

Após mais de um mês da crise na água no Rio de Janeiro, o instituto do ambiente do estado e a polícia fluminense decidiram investigar fábricas no sistema Guandu, o mais importante do estado. O que era para ser algo rotineiro, veio depois da crise atingir seu ápice.

Fábricas e unidades de um pólo industrial foram interditadas e autuadas por problemas ambientais, que envolvem o despejo de dejetos e rejeitos, liberação de produtos químicos e de mau tratamento de seu lixo. O descarte em algumas destas fábricas era feito direto no rio Queimados, afluente do sistema Guandu.

A estação de tratamento de água do Guandu é a mais importante do estado do Rio de Janeiro, ela abastece quase 10 milhões de cariocas e fluminense, mas, por conta da falta de responsabilidade dos donos de fábricas e indústrias, governantes e até das pessoas, virou uma verdadeira estação de tratamento de esgoto.

A água no RJ continua com cheiro, gosto e cor de terra e não há prazo para a situação se normalizar. O preço da água mineral disparou.

O Procon e a Defensoria Pública apresentaram uma proposta para a Cedae, para que haja desconto na conta dos consumidores afetados pela crise. Ela tem uma semana para responder. O presidente da Cedae, Hélio Cabral, vai prestar contar na Alerj na próxima terça-feira.

A Vigilância Sanitária resolveu fiscalizar, também, fornecedores de água que estariam infringindo as regras sanitárias em meio à crise.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga