Marinho vê novo marco do saneamento como ‘vitória do povo’ e diz que há interesse de investidores

Segundo o ministro, embaixadores de 10 países já demonstraram que há interesse de empresários estrangeiros no setor

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2020 09h02 - Atualizado em 01/07/2020 09h11
Edu Andrade/Estadão ConteúdoAlém de destacar as vantagens para o país, Rogério Marinho também ressaltou a importância da liderança do presidente Jair Bolsonaro para "desatar esse nó"

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que a aprovação do novo marco de saneamento básico é uma “vitória do povo brasileiro”. Segundo ele, há demonstração explícita do interesse da iniciativa privada no setor, o que vai contribuir para a virada da universalização dos serviços.

Em entrevista ao Jornal da Manhã desta quarta-feira (1º), o chefe da pasta afirmou que o novo marco, aprovado no dia 24 de junho pelo Senado Federal, trará alternativas para garantir a universalização do saneamento no Brasil. Atualmente, segundo o ministro, mais de 100 milhões de brasileiros não possuem esgoto tratado e quase 35 milhões não têm água tratada.

“Os Estados têm pouca capacidade de investimento para fazer essa virada [da universalização] nos próximos 10 anos. Essa mudança no marco regulatório vai propiciar mais de R$ 600 bilhões em investimentos, o que vai encurtar muito a universalização em benefício da sociedade”, afirma.

Além de destacar as vantagens para o país, Marinho também ressaltou a importância “da liderança do presidente Jair Bolsonaro para desatar esse nó”, que se estendia em discussão desde 2016, e exaltou o interesse da iniciativa privada. Ele afirma que, nos últimos cinco meses, desde a sua nomeação como chefe de Desenvolvimento Regional, esteve contato permanente com “centenas de investidores locais e internacionais” que demonstram, de forma explícita, o interesse em investir no saneamento básico.

“Nos últimos 40 dias, estive com 10 embaixadores e todos demonstraram que há interesse de empresários de seus países [no investimento], porque há certeza de que haverá retorno para esse investimento. Então, os municípios que não têm tratamento de água, que não conduzem de forma adequada a destinação de resíduos, poderão buscar a iniciativa privada para estabelecer essa parceria, estabelecer o serviço e o país sair dessa situação.”

Para finalizar, Rogério Marinho disse que o ministério de Desenvolvimento Regional está se preparando para lançar, no pós-pandemia, um novo programa habitacional e um novo projeto para revitalização das bacias hidrográficas do país. Para ele, no momento, os recursos estão sendo destinados para preservar serviços básicos essenciais e o ministério está se preocupando “em não deixar faltar recursos para obras de saneamento, mobilidade, tratamento de águas e obras hídricas”.