Rosa Weber chama representantes de campanhas de Bolsonaro e Haddad para discutir combate a fake news

  • Por Jovem Pan
  • 17/10/2018 07h51
EFE/Andre CoelhoOs dois candidatos já fizeram várias reclamações no Tribunal e pedidos para retirada de material com informações falsas

Faltando pouco mais de uma semana para a eleição do novo presidente da República, só agora a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Rosa Weber, chamou os representantes das campanhas de Jair Bolsonaro e do petista Fernando Haddad para discutir formas de combater as fake news que tomaram as redes sociais no país.

Os dois candidatos já fizeram várias reclamações no Tribunal e pedidos para retirada de material com informações falsas. E, entre os eleitores, o discurso está cada vez mais inflamado e agressivo.

A própria presidente do Tribunal recebeu ameaças essa semana. Uma pessoa ainda não identificada mandou uma mensagem ao TSE afirmando que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, já está matematicamente eleito e que se as urnas eletrônicas trouxerem um outro resultado a população irá às ruas, parará o País e em tom de ameaça espera que a ministra fique de olho.

O ministro da segurança Pública, Raul Jungmann, explicou que a Polícia Federal vai investigar a mensagem.

Para evitar qualquer tipo de ruído durante a votação no segundo turno das eleições, o TSE e o Ministério da Segurança Pública anunciaram que um aplicativo já disponível para os eleitores, servirá também para que os mesários formalizem queixas agora no segundo turno das eleições. Trata-se do aplicativo Pardal, que em tempo real, segundo o ministro Jungmann, vai informar a Justiça eleitoral de possíveis problemas no dia da votação.

O Conselho Consultivo do TSE, realizou nesta terça-feira (16) uma videoconferência com representantes do WhatsApp nos Estados Unidos. O objetivo foi discutir o impacto do uso do aplicativo durante o processo eleitoral.

A avaliação do TSE é de que a plataforma tem sido utilizada de forma indevida por grupos de usuários não identificados. Durante a conversa com quatro responsáveis pelo aplicativo foi reafirmado que não há como monitorar mensagens enviadas, e nem utilizar a mesma metodologia que é aplicada nas redes sociais como Facebook e Twitter, por exemplo, no combate as fake news.

Segundo o vice-procurador eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, no entanto, o problema no WhatsApp é menor do que parece uma vez que 90% das conversas são entre pessoas e não entre grupos.

A grande preocupação do tribunal é com os conteúdos veiculados com o objetivo de abalar a confiança do eleitor nas urnas e no sistema eleitoral sugerindo a possibilidade de fraudes.

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*Informações da repórter Luciana Verdolin