Saneamento básico é foco de debate entre responsáveis técnicos das candidaturas de PT, PSDB e Rede

  • Por Jovem Pan
  • 13/08/2018 06h38 - Atualizado em 13/08/2018 07h51
Agência BrasilEntidades do setor estimam que o país gasta R$ 7 bilhões todos os anos em tratamentos médicos decorrentes da falta de condições adequadas de saneamento

Presidenciáveis propõem maior participação dos municípios, incentivos à iniciativa privada e mais recursos como soluções para a área de saneamento.

Os responsáveis técnicos pelo tema das candidaturas do PT, do PSDB e da Rede Sustentabilidade participaram de um debate na última semana em São Paulo.

O Sindicato das Concessionárias Privadas de Água e Esgoto, que promoveu o evento, disse que convidou representantes de outras campanhas. No entanto, a entidade disse que ou eles não compareceram ou simplesmente não tinham alguém designado para tratar de saneamento.

O responsável pelo tema na chapa de Geraldo Alckmin defende uma participação maior da iniciativa privada no setor. O engenheiro e ex-presidente da Sabesp, Jerson Kelman, considerou que elas podem ser inseridas por meio de parcerias ou privatizações.

“Temos que ter participação privada no saneamento de várias maneiras. Pode ser privatização, PPP com estatais, pode ser diversas maneiras”, disse.

O porta-voz da candidatura de Marina Silva disse que as melhorias para o saneamento no país passam por uma maior integração com os municípios. O biólogo e ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que é preciso valorizar e capacitar a ação das cidades.

“A questão passa por esse fator, um compromisso firme do Governo federal em repassar recursos, atuar em parceria com municípios, em apoiar capacitação dos municípios”, explicou.

A representante técnica do PT disse que o setor de saneamento precisa receber mais dinheiro do governo. A engenheira e ex-ministra do planejamento, Miriam Belchior, propôs a criação de um fundo para investimento direto em infraestrutura a partir do excedente de reservas internacionais.

“Que os recursos da União e estatais não contem na regra fiscal que estiver valendo e que vamos usar 10% das nossas reservas para criar fundo de financiamento à infraestrutura no país”, destacou.

O saneamento básico no Brasil ainda apresenta números vergonhosos: Cem milhões de pessoas não têm acesso à rede de esgoto e 34 milhões não recebem água tratada.

Entidades do setor estimam que o país gasta R$ 7 bilhões todos os anos em tratamentos médicos decorrentes da falta de condições adequadas de saneamento.

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*Informações do repórter Tiago Muniz