Se não tiver senha, não será vacinado contra febre amarela, avisa Pollara

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2018 09h54 - Atualizado em 25/01/2018 09h55
Jovem PanEm entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário de Saúde da cidade, Wilson Pollara, foi categórico: “se não tiver senha, não será vacinado”

Começa nesta quinta-feira (25), em São Paulo, a campanha de vacinação contra a febre amarela. A Prefeitura da capital irá distribuir senhas nas casas dos paulistanos. Apenas com doses fracionadas, a campanha tem como objetivo imunizar os moradores de 16 distritos com prioridades para as zonas leste e sul da capital. Ao contrário do que ocorria até agora, não serão distribuídas senhas nas unidades de saúde.

A distribuição de senhas será feita por agentes comunitários de saúde e integrantes de associações de bairro. O morador poderá escolher entre dois ou três dias diferentes para a vacinação. A campanha começa nesta quinta e vai até 24 de fevereiro.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário de Saúde da cidade, Wilson Pollara, foi categórico: “se não tiver senha, não será vacinado”. Ele lembrou ainda que os postos de saúde só estão autorizados a vacinar quem tiver a senha em mãos.

As senhas já começaram a ser entregues na última terça-feira (23). Vale lembrar que o site da Secretaria municipal de Saúde traz uma lista de endereços por onde os representantes da gestão passarão em determinados dias entregando senhas. Se o morador não estiver em casa no momento da passagem do agente, ele poderá procurar a UBS de referência de seu bairro, com um comprovante de residência, e ser vacinado.

A garantia de que todos receberão as senhas, segundo o secretário, é o “mapa da cidade”. “Todas as ruas serão visitadas, inclusive casa sem número, rua sem nome. Pode ter unidade em torno do zoológico, por exemplo, nesses lugares as pessoas podem ir e receber senha na unidade, mas para vacinar em outro dia”, explicou.

Após finalizar a campanha nos 16 distritos das zonas sul e leste, a Secretaria fará outras três fases de imunização, nos meses de março, abril e maio. Em cada uma, a previsão é vacinar cerca de 2 milhões de pessoas. A previsão do secretário é de que todos os paulistanos estejam imunizados até o meio do ano. Em junho ocorrerá um “rescaldo” para ver quem não foi vacinado.

Confira a entrevista completa com o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara: