Secretário da Educação de SP: ‘MEC precisa deixar discussões de lado’

Rossieli Soares desejou ‘sorte’ ao novo ministro Milton Ribeiro e afirmou que o foco precisa ser ‘na qualidade da aprendizagem’

  • Por Jovem Pan
  • 11/07/2020 09h50 - Atualizado em 11/07/2020 09h52
Eduardo Carmim/Estadão ConteúdoSecretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares

O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, desejou “sorte” ao novo ministro da Educação, Milton Ribeiro. Em entrevista ao Jornal da Manhã neste sábado, 11, Rossieli afirmou que o foco precisa ser “na qualidade da aprendizagem”, e que “discussões improdutivas precisam ser deixadas de lado”.

“Essa é a missão do MEC. Tem agendas importantes para este ano, como a aprovação do Fundeb. Se a gente desestruturar isso, pode levar ao caos. Também temos a implementação da base do novo Ensino Médio, que será ainda mais importante com essa crise econômica”, disse.

Ribeiro foi anunciado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele é doutor em Educação pela USP, mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em Direito e Teologia.

Volta às aulas

No último dia 24, o governo de São Paulo anunciou que está trabalhando na criação de um 4º ano do Ensino Médio optativo para os estudantes que se sentiram prejudicados devido à pandemia do novo coronavírus. Rossieli explicou que esse ano adicional será oferecido para alunos que estão atualmente no 3º ano do Ensino Médio e que desejam se preparar melhor para o vestibular.

O 4º ano será optativo e seu oferecimento será condicionado à existência de vagas. O secretário afirmou que o sistema de matrículas para 2021 será aberto em setembro, e que uma pesquisa será realizada com os estudantes para “delinear melhor” quantos têm interesse. “Precisamos dar oportunidade para aqueles que mais precisam”, disse. Segundo Rossieli, uma possibilidade estudada é que os alunos escolham apenas uma área do conhecimento e façam somente as disciplinas relacionadas a este tema.

De acordo com o governo, as aulas serão retomadas a partir de 8 de setembro de forma gradual e com rodízio de estudantes. Ontem, o governador João Doria anunciou a reclassificação do Plano São Paulo e prolongou um novo período de quarentena — que vai de 15 de julho até 30 de julho. Nove regiões avançaram e nenhuma retrocedeu. No entanto, quatro estão na Fase 1 – Vermelha — Campinas, Franca, Ribeirão Preto e Araçatuba.

Questionado se a volta às aulas presenciais poderia ser atrasada caso alguma região não esteja na Fase Amarela — necessária para a retomada — Rossieli pontuou que algumas estratégias estão sendo pensadas, como uma volta regionalizada. Entretanto, deixou claro que nenhuma decisão foi tomada e que, atualmente, o governo não está trabalhando com “exceções”.

“Estamos esperando que todas cheguem ao amarelo no dia 8 de setembro. Só vamos avaliar a partir de dados concretos e mais apurados lá no início de agosto. Porém, os números do coronavírus precisam estar em descendência no Estado todo”, disse.