Secretário da Saúde de SP: ‘SAMU não pode ser organismo à parte da estrutura da pasta’

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2019 08h43
DivulgaçãoA transferência das bases modulares, ainda de acordo com o secretário, ocorreu por questões de segurança

Parte dos funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que atuam na cidade de São Paulo realizou uma paralisação parcial nesta segunda-feira (1º) contra um plano de descentralização anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, esclareceu que não há extinção de bases modulares do SAMU, como argumentaram funcionários, e que há um trabalho para melhorar o atendimento à população.

“Iniciamos esse processo em dezembro visando melhorar as condições do SAMU para chegar mais rapidamente às pessoas que nos acionam. Ampliamos de 58 para 78 bases na cidade, colocando essas 20 unidades a mais em regiões onde há maior demanda de chamados. Tínhamos 31 bases modulares, contêineres. Não fechamos as 31, pegamos elas e transferimos para perto de locais onde estavam, mas dentro do hospital, da UPA, da UBS”, explicou.

O secretário municipal da Saúde ressaltou ainda que o “SAMU não pode ser organismo a parte da estrutura da Secretaria”.

A transferência das bases modulares, ainda de acordo com o secretário, ocorreu por questões de segurança. “Tivemos a transferência deles, e é bom esclarecer que são os mesmos contêineres do acidente que ocorreu no Rio de Janeiro. Eliminamos essas bases modulares, mas abrimos dentro da estrutura da Secretaria, do hospital, UPA, que tem melhor condição de atendimento. A estrutura do SAMU fica completamente integrada na estrutura de saúde”.

Para Edson Aparecido, a aproximação direta com o hospital e posto de saúde garantirá maior eficiência do trabalho de resgate do SAMU. “Casos graves a nossa média de resposta é de 23 minutos e precisamos chegar a 12. De que maneira faz isso? Ampliando bases, tornando eficiente ligação do SAMU com o sistema e por isso que há certa posição contrária de membros do sindicato”.

Segundo Aparecido, funcionários que estavam na estrutura administrativa do SAMU foram para a operação com o objetivo de melhor atender ao cidadão e diminuir o tempo de chamada. O secretário destacou que dos 1,4 mil funcionários, poucos aderiram à paralisação parcial. “Há contraposição, mais de 95% fez seu enquadramento. Há um posicionamento do Sindicato dos Médicos e não dos médicos”, justificou.

Confira a entrevista completa com o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido: