Secretário de Habitação de SP confirma: vistoria em ocupações começa segunda-feira

  • Por Jovem Pan
  • 05/05/2018 11h36 - Atualizado em 05/05/2018 12h08
Divulgação-SECOMExpectativa é verificar a real situação de cada uma dessas localizações em relação a segurança e possíveis medidas a serem tomadas para minimizar os riscos de acidentes

A Prefeitura de São Paulo vai iniciar na próxima segunda-feira (7) uma força-tarefa para vistoriar 70 edifícios da cidade que são usados como ocupações. A expectativa, segundo o secretário da Habitação Fernando Chucre, é verificar a real situação de cada uma dessas localizações em relação a segurança e possíveis medidas a serem tomadas para que se minimizem os riscos de acidentes como o ocorrido na madrugada do último dia 1°, quando o Edifício Wilton Paes, localizado no Largo do Paissandu, desmoronou após um incêndio.

“Desde o ocorrido, o prefeito determinou que fosse montada essa força-tarefa, que é coordenada pela Defesa Civil do município e tem a participação de diversas secretarias e representantes dos movimentos de moradia. Os 70 edifícios que serão vistoriados são os que têm mais de quatro ou cinco andares, com tipologia mais vertical, onde o risco de incêndio é maior”, afirmou Chucre, em entrevista exclusiva à Jovem Pan.

Questionado sobre o futuro das famílias que ficaram desabrigadas após a tragédia, o secretário ressaltou que o Prefeito Bruno Covas já anunciou que, em um prazo de até 30 dias, será dado um destino certo para essas pessoas e que durante esse período, alternativas como o auxílio-aluguel, alvo de reclamação por parte dos moradores do Wilton Paes, serão implementadas.

“O argumento usado pelas famílias é que o valor não é suficiente para locar outros espaços na mesma região. Ele está correto, mas temos que lembrar que isso é um auxílio, não um valor para cobrir as despesas de moradia. E por que não é maior? No município de SP, temos 28 mil pessoas recebendo esse auxílio, seja por remoção devido a obras, seja por vulnerabilidade. Então, quando se fala em aumentar esse valor, a gente está falando em aumentar a despesa da prefeitura em um atendimento provisório. Quando se gasta R$ 140 milhões por ano com isso, vocês está tirando dinheiro do investimento em novas unidades. Hoje, ele é equivalente a 40% dos recursos próprios investidos pela prefeitura no município de SP”, apontou Chucre.

“Com relação a moradia no centro, temos algumas ações na região. Temos 13 edifícios desapropriados e pretendemos resolver essa situação nas próximas três semanas, fazendo oferta na mesma região. Vamos dar prioridade aos desabrigados por essa tragédia, seja através da PPP, seja na construção de outras unidades na região central. O ensinamento aqui é que temos que ter um olhar mais atento para a questão das ocupações. Ela é muito maior do que o orçamento que o município dispõe para fazer frente ao problema”, finalizou o secretário.