Sem aulas, ensino superior vê inadimplência disparar e ficar entre 10,1% e 11,2%

A taxa de inadimplência no ensino superior atingiu 25,5% na primeira quinzena de abril, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior Privado.
O número é quase 10 pontos percentuais maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a inadimplência estava em 14,9%. Segundo o Semesp, a alta no endividamento pode ter relação com crise do novo coronavírus.
A previsão é que, no acumulado de 2020, a inadimplência varie entre 10,1%, em um cenário mais otimista, e 11,2%, no mais pessimista. Em 2019, essa taxa foi 9,5%.
De acordo com o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, outra preocupação sindicato das instituições de ensino superior privado é com a evasão escolar. O sindicato estima uma taxa de evasão de 34,4%, o que representa aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao ano passado.
Para o Semesp, em um cenário otimista sobre a pandemia da covid-19, o retorno às aulas presenciais poderá ocorrer no segundo semestre. Já em uma perspectiva mais pessimista, a maioria das instituições continuariam exclusivamente com as atividades online até o fim de 2020.
*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.